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 Fazer atividade física pode deixar você menos ansioso 

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Publicado em: 28/05/2010   
Autor: Núcleo Educacional Científico

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A ansiedade é uma reação natural do organismo, relacionada à preparação antecipada do indivíduo para lidar com uma possível situação que o ameace de alguma forma. É desencadeada basicamente pela liberação de um neurotransmissor chamado noradrenalina  que, no cérebro, resulta em algumas reações emocionais – indisposição, inquietação, insônia, irritabilidade, dificuldade de concentração e sobressaltos – além de sintomas  físicos, tais como tensão muscular, batimentos cardíacos acelerados, mãos e pés frios e suados, respiração ofegante, dor de cabeça e fadiga crônica.

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Em intensidade leve e moderada, essa sensação é positiva porque ajuda o indivíduo a se preparar para conseguir o melhor rendimento possível em suas atividades e desafios. Por outro lado, quando exacerbada, a ansiedade pode chegar ao ponto de impedir a ação diante de algo que soa como ameaçador ou desafiador. Em alguns casos, passa a ser considerada um transtorno patológico.

Segundo Thiago Pavin, psicólogo da área de Gestão de Saúde do Fleury, praticar atividade física é uma boa forma de controlar a ansiedade.  “A maioria das pessoas que sofre do transtorno, ao adotar o hábito de fazer exercícios, relata uma sensação de relaxamento, com melhora duradoura dos sintomas de ansiedade, e não só momentânea”, diz o psicólogo.

“Podemos citar, como exemplo, a corrida. Estudos recentes têm mostrado que, se uma pessoa considerada ansiosa começa a correr regularmente, três vezes por semana, em uma intensidade de moderada a forte, respeitando a sua capacidade cardiovascular, tende a reduzir a frequência dos episódios de ansiedade exacerbada. Os músculos, que estavam tensos, tornam-se relaxados após o exercício e o alongamento, o que colabora com o alívio dos outros sintomas da ansiedade”, completa.

De acordo com o psicólogo, o fenômeno pode ser explicado pela liberação de endorfinas após a realização da atividade física. “Essas substâncias, que são responsáveis pela sensação de bem-estar que habitualmente é experimentada depois do exercício, suprimem em algum grau a atividade dos neurotransmissores de ativação cerebral, o que propicia diminuição da ansiedade e um momento de relaxamento. Se a pessoa se exercita frequentemente, com o tempo, o efeito recorrente da endorfina contribui para que a ansiedade tenda a abrandar-se cada vez mais”.

O psicólogo, no entanto, chama atenção para os transtornos patológicos de ansiedade, nos quais também podem ser necessários avaliação e acompanhamento profissionais, de um psicólogo ou psiquiatra. “Em geral, esses casos não podem ser resolvidos apenas com exercícios ou técnicas de relaxamento e respiração. Dependendo da gravidade dos sintomas e da sua repercussão no cotidiano do indivíduo, pode haver a necessidade de psicoterapia e até mesmo de medicação ansiolítica, isto é , do uso de medicamentos que agem diminuindo a ansiedade”, finaliza. 

Ansiedade X desempenho

Para quem gosta de praticar atividade física, atenção: a ansiedade pode comprometer o descanso e parte do metabolismo, prejudicando o seu desempenho, seja amador ou profissional. “Imagine uma pessoa em treinamento contínuo específico para uma competição. Se é ansiosa e não toma os devidos cuidados, pode desencadear alguns problemas associados, como não dormir direito, tensionar a musculatura constantemente – principalmente os músculos posturais das costas, peito e pescoço –, o que pode prejudicar o seu desempenho durante a prova”, afirma Thiago Pavin.

 

 

 

 


Relaxe antes da corrida

Se a sua ansiedade é leve ou moderada, e relaciona-se com a preocupação em melhorar seus resultados em uma corrida, seja diminuindo seu tempo ou simplesmente completando a prova, o psicólogo aconselha a realização de uma técnica de respiração conhecida como 3-3-6. “Sente-se e mantenha a postura bem ereta, para que o músculo diafragma possa subir e descer com facilidade. Então, ponha as mãos sobre as coxas e comece a respirar da seguinte forma: inspire o mais fundo que puder contando três segundos; depois, segure o ar por três segundos; por fim, solte o ar mais devagar, contando seis segundos. Respirando dessa forma por cerca de cinco minutos, a tendência é reduzir um pouco a ansiedade”. A técnica aumenta a oxigenação do cérebro e faz com que a pessoa concentre-se em sua respiração, desviando a atenção da ansiedade nos momentos que antecedem a prova.

 

 

 

 

 

 Fonte: Thiago Pavin, psicólogo da área de Gestão de Saúde do Fleury

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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