
“Viver com aids é possível, com o preconceito não”. Este é o tema da campanha feita pelo Ministério da Saúde para o Dia Mundial de Luta Contra a Aids, comemorado em 1º de dezembro. A idéia é mostrar que quem vive com o HIV/aids pode trabalhar, estudar, praticar esportes e até namorar, como todo mundo.
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Assessor médico em Infectologia do Fleury, Celso Granato aproveita a data para chamar a atenção para outro problema além do preconceito: a menor preocupação com relação à transmissão do HIV. “Com o tempo, as preocupações diminuíram e as pessoas se acostumaram. Vieram os ‘coquetéis’ para a aids, cada dia uma nova notícia, um medicamento novo, uma nova esperança. Por outro lado, acabamos nos esquecendo de algo muito importante: tomar drogas antirretrovirais não é a mesma coisa que tomar uma aspirina”.
Segundo o médico, a menor preocupação com relação à aids também tem aberto espaço para outras doenças sexualmente transmissíveis. “Exemplo disso é o HPV (papilomavirus humano). Nunca antes se viu tantos jovens – jovens mesmo, de 13, 14, 15 anos, meninas e meninos – com lesões genitais graves causadas pelo HPV”. Granato ressalta ainda que a existência de uma vacina contra o HPV não exclui a necessidade de outras medidas de prevenção.
O médico finaliza lembrando que os efeitos de uma DST não curada ou mal curada variam de um estigma social até uma doença cardiovascular, passando, por exemplo, por infertilidade. “A batalha contra a aids e outras DSTs não está vencida. O importante é que as pessoas não se iludam e combatam essas doenças no dia a dia, lembrando sempre da importância da prevenção”.
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Os números da aids no Brasil |
| De 1980 a junho de 2009, foram registrados 544.846 casos de aids no Brasil. Durante esse período, 217.091 mortes ocorreram em decorrência da doença. Por ano, são notificados entre 33 mil e 35 mil novos casos. A estimativa é de que existam 630 mil pessoas infectadas pelo HIV no país. |
Fontes:
- Celso Granato, assessor médico em Infectologia do Fleury
- Ministério da Saúde