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 Dicas para controlar o colesterol 

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Publicado em: 10/02/2009   
Autor: Núcleo Educacional Científico

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O colesterol é um dos tipos mais importantes de gordura do nosso organismo. Ele está presente em todas as partes do corpo, pois é elemento integrante das células. Além disso, é fundamental na produção de algumas substâncias das quais o funcionamento do organismo depende: os sais biliares, que agem na digestão dos alimentos; a vitamina D, importante na absorção do cálcio; e alguns hormônios denominados esteróides.

A maior parte do colesterol que dosamos no sangue é produzida pelo fígado, mas a substância também é encontrada nos alimentos (ovos, carnes, leite e seus derivados). Dentro do nosso corpo, o colesterol é transportado no sangue por “pacotes” chamados lipoproteínas, que tornam a gordura mais solúvel. O problema é que algumas delas podem se depositar nas artérias, aumentando o risco de doenças vasculares.

Na medida em que as lipoproteínas com colesterol se depositam nas paredes das artérias, diminui o espaço para a passagem do sangue e, com o tempo, algumas delas podem ficar totalmente obstruídas. Se isso ocorre, por exemplo, no coração, temos o infarto agudo do miocárdio; se ocorre no cérebro, o derrame cerebral.

Para não chegar a esse ponto, devemos procurar orientação médica precocemente, pois a elevação do colesterol não costuma provocar desconforto até que a situação esteja bastante grave. O ideal é começar a dosá-lo, pelo menos a partir dos 20 anos de idade, repetindo o exame a cada cinco anos se os resultados estiverem normais e se não evoluímos com algum quadro clínico sugestivo. Quem tem parentes de primeiro grau com hipercolesterolemia (colesterol alto) – sobretudo pai e mãe – deve verificar seus níveis mais precocemente e, em algumas situações, até mesmo na infância.

As Sociedades de Cardiologia Norte-americana e Brasileira recomendam os seguintes níveis de colesterol total para indivíduos adultos sem riscos adicionais de ter doença cardiovascular:

• Desejável: menor que 200 mg/dL;
• Limítrofe: de 200 a 239 mg/dL;
• Elevado: maior ou igual a 240 mg/dL.

A boa notícia é que uma alimentação saudável, exercícios físicos regulares e a busca de boas orientações para otimizar a qualidade de vida podem prevenir esse mal. Antes de comprar um produto para sua dieta, por exemplo, leia o rótulo e evite aqueles que têm gorduras saturadas (que podem aparecer com o nome de gordura vegetal hidrogenada ou gordura trans). Para o consumo de leite e derivados, opte pelos desnatados ou light. Quem fuma, deve rever urgentemente esse hábito, já que o cigarro agrava intensamente os efeitos danosos do colesterol.

É fundamental fazer exercícios físicos regulares e ter uma alimentação saudável. Prefira as carnes brancas (grelhadas e sem pele) e consuma frutas, verduras, legumes e cereais (em especial o farelo de aveia), pois esses alimentos contêm fibras que ajudam a reduzir o colesterol ou diminuem sua absorção pelo intestino.

Ter um peso considerado adequado é um dos fatores que ajudam no controle da hipercolesterolemia, embora os indivíduos magros também possam apresentá-la.

Para uma avaliação mais objetiva do peso corporal dispomos de alguns parâmetros. Os mais facilmente utilizados são o índice de massa corpórea (IMC) e a medida da circunferência abdominal. Para o cálculo do IMC usamos o peso dividido pela altura ao quadrado.

Exemplo: Peso = 63 kg, Altura = 1,65 m
IMC = 63/(1,65)2 = 23,14 kg/m2 = peso adequado

Um adulto pode ser classificado como obeso quando seu IMC estiver acima de 30 kg/m2; com  sobrepeso ou “sob risco” de obesidade  se estiver com seu IMC entre 25-30 kg/m2 e com “peso adequado” quando o IMC se situar entre 18,5 a 24,9 kg/m2.

Já para a circunferência abdominal usamos como parâmetro de normalidade medidas até 94 cm para homens e de 80 cm para mulheres. Cabe ressaltar que essas referências sofrem variações conforme o padrão racial da pessoa avaliada.

Outro aspecto a considerar é a estimativa da composição do peso corporal. Quando há excesso de gordura corporal, o risco para o desenvolvimento de hipercolesterolemia é maior. Para avaliá-la dispomos, atualmente, de um exame de medicina nuclear bastante eficaz que é a densitometria para a composição corporal total.

Outras dicas simples que podem ser seguidas para conseguirmos níveis de colesterol saudáveis são:

• Fracionar a alimentação ao longo do dia: consumi-la em volumes menores e em maior número de refeições;
• Aumentar o consumo de fibras: verduras, legumes, grãos integrais e leguminosas (feijão, por exemplo);
• Incluir oleaginosas (nozes e amêndoas, por exemplo) como parte do padrão alimentar;
• Reduzir o consumo de carnes gordas. Prefira os pescados;
• Controlar o consumo de ovo (gema) e frituras;
• Evitar a manteiga e os queijos amarelos, e os substituir por margarina contendo fitoesteróis ou por queijos magros como cottage e/ou ricota;
• Não fumar;
• Incluir a atividade física na rotina do dia a dia.

Caso o colesterol não baixe mesmo depois de todos esses cuidados, seu médico vai avaliar os resultados obtidos, reforçar a adequação de seus hábitos e, então, decidir sobre a necessidade do uso de medicamentos para reduzir o colesterol.

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