
O fluxo menstrual considerado normal consiste em um sangramento que se repete, em média, a cada 28 dias, com duração de três a cinco dias e perda sanguínea em torno de 50 ml a 100 ml.
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Segundo Patrícia de Luca, médica ginecologista e líder do setor de Colposcopia do Fleury, um fluxo menstrual pode ser considerado anormal quando ocorre muito acima ou muito abaixo desses padrões, salvo em mulheres que desde as primeiras menstruações apresentam sangramentos mais volumosos ou menos intensos, caracterizando um padrão individual.
“Uma pequena variação do fluxo de mês para mês também é normal, uma vez que o ciclo menstrual é influenciado por fatores diversos como estresse, estado emocional, ansiedade e uso de medicamentos”, explica.
Algumas vezes, no entanto, alterações bruscas no fluxo menstrual podem significar a presença de diversas patologias orgânicas, entre as quais mioma uterino, infecção genital, adenomiose, pólipos endometriais, distúrbios da coagulação sanguínea etc.
“Quando ocorre uma mudança brusca no fluxo, é importante que a mulher observe atentamente seus próximos períodos menstruais. Frente à repetição do episódio por mais de três ciclos, é hora de procurar ajuda médica”, recomenda a ginecologista. “Entretanto, nos quadros de sangramento exageradamente abundante ou de fluxos com duração muito longa, de 20 dias ou mais, a mulher deverá procurar o médico logo no primeiro episódio”, completa.
Cólicas menstruais mais intensas também podem significar que algo está errado. “Quando a mulher não apresentava cólicas e passa a apresentá-las em ciclos seguidos, ou quando estas são incapacitantes, ou seja, impedem a realização das atividades habituais, ela deve procurar um ginecologista, já que alguma patologia pode estar envolvida”, orienta.
Segundo a Patrícia, um recurso que tem se destacado para verificar se um sangramento anormal decorre ou não de um problema orgânico é a histeroscopia diagnóstica, um tipo de ‘endoscopia do útero’ no qual é feita a exploração da cavidade intrauterina e do canal endocervical. Para o tratamento de uma eventual patologia, pode ser feita uma histeroscopia terapêutica (cirúrgica).
“A diferença entre a histeroscopia diagnóstica e a cirúrgica é que, na primeira, é realizada somente a visualização da cavidade uterina, para detecção e diagnóstico de patologias e eventuais biópsias das lesões. É um procedimento ambulatorial realizado sem anestesia em 98% das vezes. Já na histeroscopia cirúrgica, o objetivo é corrigir as patologias existentes. O procedimento é hospitalar e deve ser realizado sob algum tipo de anestesia”, explica Patrícia.
Atualmente, o Fleury conta com uma equipe de três médicos capacitados para a realização de histeroscopias diagnósticas e cirúrgicas. Ambas são feitas no Fleury Hospital-Dia, que disponibiliza toda a infraestrutura e os equipamentos necessários para os dois procedimentos.
Por fim, Patrícia ressalta que a indicação da histeroscopia, diagnóstica ou cirúrgica, deve ser feita pelo médico ginecologista que acompanha a paciente. “Geralmente, inicia-se pela diagnóstica, prosseguindo para a segunda modalidade quando se fizer necessário o tratamento de uma patologia já evidenciada”.
- Fonte: Patrícia de Luca, médica ginecologista e líder do setor de Colposcopia do Fleury
Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico