Fale com o Fleury
Artigos
Calculadoras
Cursos e Eventos
Dicionário da Saúde
Mitos e Verdades
Podcast
Quiz
Revista Saúde em Dia
Espaço Saúde em Dia
Encontre informações sobre saúde e bem-estar.
    \\ Espaço Saúde em Dia \\ Artigos

 Para a mulher, a enxaqueca dá ainda mais dor de cabeça 

Alterar o tamanho da letra:
 

Publicado em: 03/03/2008   
Autor: Núcleo Educacional Científico

Imprimir | Recomende esta página

"Estou com uma terrível dor de cabeça!" Quantas vezes por mês você não ouve essa expressão de uma colega de trabalho ou mesmo não faz essa queixa em alto e bom som? Não é por acaso. A enxaqueca, aquela cefaléia latejante acompanhada de náuseas e vômitos, afeta quase quatro vezes mais as mulheres que os homens. Um dos motivos aventados para explicar esse predomínio é bioquímico: segundo a neurologista Elza Márcia Yacubian, na enxaqueca há uma alteração de neurotransmissores cerebrais que também modifica o fluxo dos hormônios femininos.

A origem exata da enxaqueca – cujo nome mais adequado é migrânea, devido à popularização incorreta do termo enxaqueca para denominar todo e qualquer tipo de dor de cabeça – ainda não está totalmente esclarecida. “Mas sabemos que se trata de um fenômeno neurovascular causado por uma disfunção de neurotransmissores, os mediadores de informações entre um neurônio e outro”, assinala a médica.

Como se não bastassem as crises de migrânea, as mulheres com essa condição apresentam mais tensão pré-menstrual e alterações na menstruação do que as outras e, ainda por cima, sentem mais aquela dor de cabeça anterior à chegada do período menstrual – a chamada cefaléia menstrual. Rara após a menopausa, o fato é que, no sexo feminino, a migrânea impacta na qualidade de vida das mulheres.

Apesar de tanto incômodo, muitas mulheres que têm enxaqueca não procuram ajuda médica nem recebem diagnóstico e tratamento adequados. Calcula-se que o número de pessoas não assistidas ou mal-assistidas alcance 60% na população feminina – só para registrar, esse percentual chega a 70% entre os homens. Isso ocorre porque eles vão menos ao médico.

Segundo Elza Márcia, tal cenário se deve principalmente à carência de informação sobre o assunto: muita gente não sabe reconhecer os episódios como migrânea e vê as crises como eventos ocasionais. “Para completar, poucos diagnósticos são feitos por especialistas em dores de cabeça, os cefaliatras”, observa. Afinal, existem mais de 150 tipos de cefaléia. A enxaqueca, embora seja a mais comum, é apenas uma delas.

Felizmente as entidades médicas e as empresas de saúde procuram trabalhar para mudar o quadro de desinformação, tanto entre leigos quanto entre médicos, especialmente os que recebem mais queixas de dor de cabeça, como os clínicos gerais e os ginecologistas. “A migrânea surge na fase mais produtiva das pessoas, entre 20 e 30 anos, levando-as a prejuízos econômicos, sociais e afetivos”, justifica a neurologista.

Se esse argumento não basta, vale lembrar que o tratamento para controlar e prevenir as crises é simples, envolvendo, sobretudo, medicamentos prescritos individualmente e as tradicionais mudanças no estilo de vida – dormir bem, manter uma dieta equilibrada, praticar atividade física, evitar a ingestão de álcool e reduzir o nível de estresse.
 
Chega de sofrer!
Se você é freqüentemente surpreendida por dores de cabeça insuportáveis, vive tomando analgésicos ou, durante uma crise, chega a passar alguns dias incapacitada para realizar suas atividades cotidianas, procure um médico de sua confiança que possa ajudá-la a se livrar dessa encrenca ou encaminhá-la a um especialista em cefaléias. Para ajudar, repare nos sintomas que acompanham as crises e nas situações em que a dor aparece.

Gatilhos para a dor
De acordo com a neurologista Elza Márcia Yacubian, o cérebro dos indivíduos com migrânea é mais sensível a alguns fatores ambientais, que, na prática, funcionam como gatilhos para as crises. Preste atenção se sua dor de cabeça surge quando você:
• Dorme mal ou passa muitas horas dormindo; 
• Permanece muitas horas em jejum;
• Toma bebidas alcoólicas;
• Come alimentos como chocolate, queijos e frutas cítricas;
• Sofre uma mudança brusca de temperatura;
• Fica emocionalmente abalada.

Sintomas clássicos
Em muitas pessoas, fenômenos neurológicos, denominados auras, precedem os episódios de migrânea. As mais comuns afetam a visão e se caracterizam pelo surgimento, diante dos olhos, de pontos e linhas brilhantes que começam pequenos e chegam a tomar boa parte do campo visual. São os chamados "espectros de fortificação", pois se assemelham às muralhas das cidades medievais. Duram de minutos a horas e marcam o início da crise, que, em geral, se apresenta com:
• Dor de cabeça latejante;
• Intolerância a luzes, ruídos e cheiros;
• Náuseas;
• Vômitos;
• Piora diante de movimentos bruscos, inclinação da cabeça, atividade física e esforço mental;
• Sensação de esgotamento ao fim da crise.

Fonte:
- Elza Márcia Yacubian, neurologista e assessora médica do setor de Eletroencefalografia do Fleury Medicina e Saúde

Trabalhe conosco Mapa do Site © 2011 Fleury - Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.
Verifique aqui.
Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.