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 Obesidade: fique de olho no seu fígado 

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Publicado em: 15/12/2009   
Autor: Núcleo Educacional Científico

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Além de se associar ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral, o excesso de gordura na região do abdome também pode ocorrer com uma doença silenciosa: a esteatose hepática.

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Marcada pelo acúmulo de gordura no fígado, estima-se que a doença afete de 3 a 5% da população mundial, ou seja, aproximadamente 180 a 250 milhões de pessoas, a maioria homens com gordura abdominal aumentada.

“A esteatose surge quando o fígado metaboliza o excesso de alimentos ricos em gorduras e açúcares, aumentando a síntese de uma substância chamada triglicerídeo, que se acumula nos depósitos de gordura no corpo, principalmente nas vísceras abdominais e fígado”, explica Ulysses Ribeiro, médico gastroenterologista do Fleury.

Segundo o médico, apesar de a grande maioria dos doentes não apresentar sintomas, a esteatose hepática muitas vezes está associada com obesidade abdominal, resistência à insulina, diabetes mal controlado, hipertrigliceridemia, baixos níveis de HDL-colesterol, hipertensão arterial e hipotireoidismo. “O indivíduo ainda pode apresentar fadiga, fraqueza e um leve desconforto (sensação de peso) no lado direito do abdome, geralmente abaixo das costelas”, completa.

Na maioria das vezes, a doença é diagnosticada quando o paciente realiza exame clínico e laboratorial de rotina. No exame clínico, 70 a 90% dos pacientes apresentam fígado crescido (hepatomegalia). Nos exames laboratoriais (realizados no sangue), os pacientes podem apresentar dosagens de enzimas hepáticas elevadas (aminotransferases); alguns apresentam dislipidemia (aumento das taxas de gordura no sangue), principalmente em decorrência do aumento do triglicerídeo, do colesterol e de suas frações.

“O Fleury oferece todos os exames necessários para o diagnóstico e acompanhamento do tratamento de pacientes com esteatose hepática. Devem-se pesquisar alterações laboratoriais incluindo a glicemia, enzimas hepáticas, perfil lipídico, insulina, hemoglobina glicada, TSH e T3 e T4, e alfafetoproteína, além de exames de imagem tal qual a ultrassonografia e a tomografia computadorizada de abdome”, explica Ribeiro.

De acordo com o médico, a melhor forma de prevenir a esteatose hepática é ter uma dieta saudável, evitar a obesidade e praticar exercícios físicos com frequência. Para os casos em que a doença já foi detectada, o tratamento se baseia em combater o sedentarismo, controlar o diabetes (quando estiver associado), controlar o colesterol e o triglicerídeo sanguíneo por meio do uso de medicamentos como as estatinas, por exemplo, controlar o hipotireoidismo, evitar a ingestão de álcool e dar seguimento adequado para avaliação do grau de lesão hepática.

Caso a esteatose hepática não seja tratada, o acúmulo de gordura no fígado pode levar à morte das células hepáticas, promovendo um processo de cicatrização com fibrose (um tipo diferente de tecido que não exerce a função do fígado) e posterior cirrose hepática. “Os pacientes que apresentam esteato-hepatite (forma mais grave da doença) podem evoluir para fibrose e cirrose hepática, com sequelas hepáticas graves. Se não for adequadamente tratada, a doença associa-se a maior risco de tumores no fígado”, finaliza o médico.

Fonte: Ulysses Ribeiro, médico gastroenterologistaa do Fleury

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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