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 No Brasil, 7% das gestantes sofrem de parto prematuro 

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Publicado em: 16/09/2009   
Autor: Núcleo Educacional Científico

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O parto prematuro é um importante desafio da Medicina Fetal. No Brasil, aproximadamente 7% das grávidas dão à luz antes de atingir os nove meses de gestação.  A prematuridade é responsável por grande parte das complicações pulmonares e neurológicas e dos óbitos intrauterinos e por aqueles que ocorrem no período imediatamente após o parto. Além disso, pode estar envolvida em complicações tardias, como sequelas neurológicas e prejuízos na visão.

“Existe uma clara associação entre o risco de sequelas no recém-nascido e a idade gestacional do nascimento. Do total de partos prematuros, aproximadamente metade ocorre por trabalho de parto prematuro propriamente dito, com contrações e dilatação do colo uterino. Outras causas comuns são a ruptura da bolsa e doenças maternas ou fetais que necessitam da antecipação do parto e do nascimento prematuro do bebê”, explica o assessor médico para Medicina Fetal do Fleury Medicina e Saúde, Mário Henrique Burlacchini de Carvalho.

Apesar da melhoria no acesso à assistência pré-natal, maior conhecimento sobre os fatores de risco e das principais causas de prematuridade, mesmo em países desenvolvidos, não tem sido observada redução nas taxas de partos prematuros. Nos Estados Unidos, a incidência desses partos aumentou de 9,5% ,em 1981, para 12,7%, em 2007. Na Europa, a incidência está em torno de 8 a 9%; no Brasil, em 7%.

“Ainda não temos um consenso sobre a causa dessa tendência, mas há evidências de que a mudança do estilo de vida no mundo moderno, com a gestante exposta a situações com maior intensidade de estresse, com sobrecarga física, mental e psicológica - consequência da sua inserção no mercado de trabalho -, pode estar contribuindo para o aumento ou mesmo a estabilização das taxas de prematuridade em níveis elevados”, afirma Burlacchini.

Diagnóstico
Os métodos mais tradicionais utilizados para identificar as gestantes de risco para o parto prematuro, baseados na história obstétrica, em dados demográficos e em sintomas, tais como contrações uterinas e dilatação do colo uterino, não apresentam boa sensibilidade e, portanto, têm baixo poder de predizer o desfecho de prematuridade no caso em questão. Aproximadamente 50% das gestantes que evoluem com parto prematuro apresentam algum sintoma ou fator de risco identificável na entrevista médica e no exame físico da paciente.

Diversos métodos foram desenvolvidos com a intenção de sinalizar o risco de ocorrência do parto prematuro. No entanto, a fibronectina fetal e a avaliação ultrassonográfica transvaginal do colo uterino têm sido os que apresentam melhor eficácia e maior facilidade de aplicação clínica.

A fibronectina fetal (fFN) é encontrada na placenta e no líquido amniótico. É liberada na secreção vaginal quando ocorre qualquer processo que afete a mãe, placenta ou o feto e, por isso, está associada ao parto prematuro. É normalmente encontrada na secreção vaginal nas primeiras 22 semanas de gestação (até o quinto mês) e após a 36ª semana gestacional (no final do 8º mês).

“É muito importante realizar o exame de fibronectina fetal, pois quanto antes for detectada a propensão para um parto prematuro, maior será a possibilidade de instituir medidas preventivas e menor será o risco do bebê sofrer complicações”, diz o especialista.

A fibronectina fetal é indicada a dois grupos de grávidas: as gestantes sintomáticas, com queixas de contrações uterinas e aquelas assintomáticas, mas com alto risco para prematuridade, em especial se houver história prévia de parto prematuro, e as que cursam com gestação múltipla.

Coleta
A coleta da fibronectina fetal deve ser realizada apenas nas seguintes condições: idade gestacional entre 22 e 36 semanas, bolsa íntegra, dilatação cervical menor que três centímetros, ausência de sangramento genital e abstinência de relação sexual nas últimas 24 horas.

As amostras são constituídas de secreção cervicovaginal coletadas com auxílio do espéculo e do kit próprio para o exame. “É importante não realizar toque vaginal, coleta de outros exames vaginais e uso de lubrificantes vaginais antes da coleta do exame, uma vez que esses recursos aumentam as taxas de falso positivo ou negativo”, esclarece Burlacchini.



Fonte:
 Mário Henrique Burlacchini de Carvalho, assessor médico para Medicina Fetal do Fleury.

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

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