
Numa mesa de Páscoa que se preze não pode faltar bacalhau, azeite, vinho e, de sobremesa, muito chocolate. Alimentos muito saborosos e nutritivos, mas que, de acordo com Carla Yamashita, nutricionista do Fleury, também devem ser consumidos com moderação.
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Os benefícios do bacalhau à saúde, por exemplo, são inegáveis: o peixe é fonte de proteína, rico em cálcio, ferro e vitaminas do complexo B e possui baixos níveis de colesterol e gordura. “Além disso, é rico em ômega 3, um nutriente relacionado com a redução dos riscos de doenças cardiovasculares”, explica Carla.
Por outro lado, o bacalhau pode ter excesso de sal, um perigo para pessoas que sofrem de hipertensão. “Para conter um pouco dessa quantidade, a dica é adicionar pedaços de carboidratos, como batatas, junto ao peixe, sem adicionar mais sal. Atenção também para as azeitonas, que são muito salgadas e devem ser consumidas com moderação” explica a nutricionista.
Já o azeite de oliva, apesar de ser bastante calórico, é rico em ômega 9, e também ajuda a diminuir os riscos de problemas cardiovasculares. “Recomenda-se consumir de uma a duas colheres de azeite por dia, se não houver contraindicação médica”, aconselha Carla.
O azeite, porém, não é recomendado para frituras. Ao ser aquecido, ele perde algumas de suas propriedades. Segundo Carla Yamashita, o melhor azeite é o extravirgem, obtido sem adição de nenhum produto químico ou aquecimento. Já os outros tipos são aquecidos.
Muito apreciado em ocasiões especiais, o vinho tinto contém o resveratol, ingrediente envolvido em mecanismos que estendem a vida das células. Além disso, também ajuda na proteção das artérias, o que é ótimo para pessoas com riscos de problemas cardiovasculares.
No entanto, ao consumir o vinho em excesso, a pessoa pode ter problemas nos rins e no fígado, além da dependência alcoólica. “Por ser uma bebida doce e calórica, também não deve ser consumida com freqüência por diabéticos”, alerta a nutricionista.
Chocolate: irresistível
Não são só as crianças que se divertem com os ovos de Páscoa. Com tanta variedade disponível no mercado, muitos adultos também não resistem à guloseima. Rico em proteínas, carboidratos, gorduras, cálcio, ferro, fósforo e potássio, é um alimento considerado nutritivo, desde que consumido com moderação.
“Seu maior problema está na grande quantidade de calorias provenientes da gordura e do açúcar, o que pode contribuir para o aumento de peso e o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, além de hipertensão, diabetes e hipercolesterolemia”, explica a nutricionista do Fleury.
Ao contrário do que muitos pensam, o chocolate não é proibido nem para diabéticos. “Eles podem consumir, sempre de forma moderada, o chocolate diet”, diz Carla. A nutricionista lembra, no entanto, que esse tipo de produto é indicado apenas para pessoas que não podem consumir açúcar, e não para quem deseja emagrecer. “O chocolate diet não contém açúcar, porém a quantidade de gordura é bem maior que os outros tipos de chocolate.”
Fonte: Carla Yamashita, nutricionista do Fleury
Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.