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 Será que tenho hipertensão? 

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Publicado em: 17/05/2010  Atualizado em: 28/07/2010
Autor: Núcleo Educacional Científico

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A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS), conhecida como “pressão alta”, é um dos principais fatores de risco para as doenças cardiovasculares, como o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o infarto agudo do miocárdio, além da doença renal crônica terminal. Mas, afinal, como uma pessoa consegue saber se é ou não hipertensa?

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Segundo o Ministério da Saúde, é preciso ter cautela antes de rotular alguém como hipertenso, tanto pelo risco de um diagnóstico falso-positivo, como pela repercussão na própria saúde do indivíduo e o custo social resultante. Por isso, recomenda-se seguir dois passos:

1- Avaliação clínica inicial, composta de análise dos fatores de risco cardiovascular, da presença de lesões nos órgãos-alvo (coração, cérebro e rins) e das comorbidades associadas;
2- Aferição repetida da pressão arterial.

A hipertensão é caracterizada quando a pressão arterial for superior ou igual a 14 por 9, ou seja, a pressão sistólica for maior ou igual a 140 mmHg e a pressão diastólica for maior ou igual a 90 mmHg, em indivíduos que não estão fazendo uso de medicação anti-hipertensiva.

Classificação da pressão em adultos
Pressão Arterial Sistólica (mmHg)
Pressão Arterial Diastólica (mmHg)
Normal
< 120
< 80
Pré-hipertensão
120-139
80-89
Hipertensão
Estágio 1
140-159
90-99
Estágio 2
>159
>99
– O valor mais alto de sistólica ou diastólica estabelece o estágio do quadro hipertensivo.
– Quando as pressões sistólica e diastólica situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para classificação do estágio.

Entretanto, o diagnóstico da doença requer que se conheça a pressão usual do indivíduo, não sendo suficiente uma ou poucas aferições casuais. “Deve haver uma medição frequente da pressão, anotando os resultados, tanto em casa quanto no consultório médico ou no pronto-socorro”, explica Graziela Lanzara, coordenadora médica do programa de Gestão de Doenças Crônicas do Fleury (GDC).

A aferição repetida da pressão arterial em dias diferentes também é requerida para se chegar à pressão usual e reduzir a ocorrência da “hipertensão do avental branco”, que consiste na elevação da pressão arterial ante a simples presença do profissional de saúde.

Além da aferição periódica, há outros métodos para identificar a pressão usual dos indivíduos. Um deles é a Monitorização Residencial da Pressão Arterial (MRPA), que registra a pressão arterial com três medidas pela manhã e três à noite, durante 4 ou 5 dias. São consideradas anormais as médias, de pelo menos 12 medidas de pressão arterial, acima de 135/85 mm Hg.

A Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), por sua vez, é o método que permite o registro intermitente da pressão arterial durante 24 horas, enquanto o paciente realiza suas atividades habituais e durante o sono. São consideradas anormais as médias de pressão arterial de 24 horas, quando a pessoa está acordada, e durante o sono acima de 130/80, 135/85 e 120/70 mm Hg, respectivamente.

“Com esses dois métodos, o médico consegue detectar os casos em que a pressão do indivíduo fica alta esporadicamente. Ter uma pressão alta persistentemente, inclusive durante o sono, já é um forte indicativo de que a pessoa é mesmo hipertensa e talvez precise de medicação”, explica Graziela.

Além das monitorizações residencial e ambulatorial, outros exames a que os pacientes com hipertensão podem ser submetidos incluem o eletrocardiograma, exames de urina, dosagens de glicemia, potássio e creatinina, entre outros.

Fontes:
- Graziela Lanzara, coordenadora médica do programa de Gestão de Doenças Crônicas do Fleury
- Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica – nº 15. Hipertensão Arterial Sistêmica

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico. 

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