Fale com o Fleury
Artigos
Calculadoras
Cursos e Eventos
Dicionário da Saúde
Mitos e Verdades
Podcast
Quiz
Revista Saúde em Dia
Espaço Saúde em Dia
Encontre informações sobre saúde e bem-estar.
    \\ Espaço Saúde em Dia \\ Artigos

 Vacinação em empresas: por que vacinar sua equipe? 

Alterar o tamanho da letra:
 

Publicado em: 06/03/2008  Atualizado em: 26/03/2009
Autor: Núcleo Educacional Científico

Imprimir | Recomende esta página

A vacinação é uma das medidas mais efetivas na prevenção de doenças. Com a evolução tecnológica, novas vacinas, cada vez mais seguras e eficazes, estão disponíveis para serem amplamente utilizadas. Com elas, reduzimos as doenças infecciosas e suas graves conseqüências e, por isso, promovemos qualidade de vida.

» Veja porque tomar vacina contra gripe
» Respostas para as perguntas mais frequentes
» Gripe: cinco razões para se vacinar
» Entre em contato conosco para obter mais informações sobre a vacina da gripe

Nesse contexto, os trabalhadores devem ser considerados como uma comunidade exposta a riscos ocupacionais específicos. Com relação aos microrganismos infecciosos, essa exposição demanda medidas de proteção especificamente desenvolvidas para cada empresa ou para cada perfil de trabalhador. Como exemplo, temos a vacinação antigripal, a da hepatite B em profissionais da área da Saúde e a vacinação para hepatite A nos manipuladores de alimentos e nos profissionais que viajam a trabalho para áreas de maior risco de contrair essa doença.

Esse perfil se delimita a partir do nível de exposição das diferentes atividades às doenças infecciosas e configura uma causa comum de absenteísmo, atendimentos médicos prolongados e até mesmo de incapacitações temporárias ou permanentes. A conseqüência imediata é a geração de custos com a reposição de pessoal e com o treinamento que poderia ser, em muitos casos, evitada com medidas simples de prevenção, como a vacinação.

Os principais objetivos da vacinação em empresas são:
1) Prevenir doenças relacionadas diretamente às condições e ao ambiente de trabalho;
2) Prevenir doenças que interferem diretamente na capacidade produtiva do trabalhador;
3) Prevenir doenças frequentemente encontradas na comunidade e que podem afetar o trabalhador em seu ambiente de trabalho.

Nas empresas, no caso da gripe, a vacinação contribui muito para reduzir o absenteísmo, manter a produtividade e evitar o consumo de medicamentos. A um baixo custo, a vacina tem eficácia comprovada em até 90% dos casos, além de ser percebida pelos colaboradores como um benefício ofertado pela empresa.

A vacinação contra a gripe em empresas já se demonstrou custo-efetiva em vários países, inclusive no Brasil. Pesquisa publicada no Journal of The American Medical Association mostra que, nos anos em que os vírus vacinais coincidiram com os vírus circulantes, a vacina foi capaz de reduzir em 32% as faltas ao trabalho. Outro estudo, publicado este ano na revista Clinical Infectious Diseases, aponta que trabalhadores entre 50 e 64 anos vacinados contra gripe perderam 60% menos dias de trabalho que os não-vacinados.

O respeitado New England Journal of Medicine, por sua vez, veiculou pesquisa mostrando que, após ser vacinado, um grupo de trabalhadores apresentou um número 25% menor de episódios de gripe e 43% menor de ausências no trabalho, com uma economia estimada em US$ 46.80 por pessoa vacinada.

Para colocarmos em prática essa tarefa é necessária a análise cuidadosa do risco específico de cada atividade profissional e a definição de ocorrência de doenças que possam ser prevenidas por meio de vacinação em cada um desses grupos.

Certas vacinas previnem prontamente a ocorrência de surtos de infecções, promovendo a saúde tanto do ponto de vista coletivo quanto do individual. Tais atos geram maior confiança no trabalhador e em seus familiares, uma vez que reduz o risco de afastamentos do trabalho e da geração de despesas extras, decorrentes de cuidados médicos.

Vacinar os trabalhadores das empresas é, por si só, uma excelente oportunidade de ampliar a aplicação do calendário de vacinação do adulto, conduta amplamente promovida pelas autoridades de saúde no Brasil.

Dessa forma, podemos dividir as indicações da vacinação do trabalhador em dois grandes grupos:
1- Vacinas de indicação geral, que devem ser aplicadas em todos os trabalhadores, independentemente de suas atividades. Nesse grupo, incluímos as vacinas para tétano e difteria, a vacina para hepatite B (a depender da faixa etária ) e a vacina contra influenza (gripe). Mulheres em idade fértil devem ser estimuladas a vacinarem-se para rubéola. Essa vacina está disponível somente em associação com a do sarampo e caxumba.  Dependendo da localização da empresa, a vacina contra febre amarela também deve ser recomendada. Para obter a informação das áreas de risco para a doença e que requerem a vacinação, basta acessar o site Ministério da Saúde.

2- Vacinas de uso geral com indicações específicas. Essas vacinas devem ser mais estimuladas em determinados tipos de atividade, apesar de também terem indicação na população em geral. No caso do funcionário que faz contato com público, as vacinas contra rubéola, varicela, sarampo e gripe devem ser avaliadas. Trabalhadores que lidam com sangue ou hemoderivados devem ser vacinados para hepatite B. Trabalhadores que manipulam alimentos – desde os restaurantes até as grandes indústrias -  devem ser vacinados para hepatite A e febre tifóide.

Alguns indicadores podem ser usados para avaliar o impacto da vacinação em trabalhadores. Podemos citar a redução do absenteísmo, o aumento de rentabilidade, a redução de consultas médicas e do período de incapacitação. Além dos citados, podemos considerar também a redução dos gastos com medicamentos, seja para o indivíduo, seja para a empresa.

A vacinação contra influenza (gripe) pode ser considerada um paradigma, uma vez que numerosos estudos demonstram sua vantagem em programas de vacinação em empresas. Para se ter uma idéia objetiva dessa questão, há estudos que mostram redução de 25% a quase 40% dos casos de influenza em grupos de trabalhadores vacinados, gerando redução de até 43% nos dias de trabalho perdidos e, consequentemente, também nos custos com absenteísmo.

Além da redução de riscos, do controle de surtos e da diminuição dos custos destinados à saúde do trabalhador, a vacinação traz bem-estar e a sensação de confiança do funcionário e de seus familiares no ambiente de trabalho. Esses fatores tendem a melhorar a imagem da empresa diante de seus clientes.

Fonte:
- Jessé Reis Alves, infectologista e assessor médico do serviço de Vacinação do Fleury

Trabalhe conosco Mapa do Site © 2011 Fleury - Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.
Verifique aqui.
Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.