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Publicado em: 31/12/2008
Autor:
Núcleo Educacional Científico
A maioria das pessoas não apresenta nenhum sintoma, justificando a denominação de doença “assassina” silenciosa para a hipertensão arterial. As queixas, quando presentes, são de dor de cabeça, principalmente na nuca, tonturas, zumbidos no ouvido e sangramento nasal. Estes sintomas são mais freqüentes nas crises e são causados por aumentos abruptos dos valores de pressão arterial. Já sintomas de palpitações, dor no peito, falta de ar e inchaço sugerem comprometimento cardíaco e maior gravidade da doença. Sintomas gerais e de órgãos nobres, como as lesões visuais (retina), perda de memória e de equilíbrio também requerem cuidados médicos regulares e imediatos.
A doença não possui uma causa conhecida na maioria das pessoas. Em cerca de 10% dos casos porém, existem alguns fatores que parecem estar diretamente relacionados com a instalação da hipertensão. Entre eles, ressaltam-se os problemas endócrinos e renais, a gravidez, o uso contínuo de alguns medicamentos, como anticoncepcionais, anti-inflamatórios não-hormonais, descongestionantes nasais, antidepressivos, corticóides e moderadores de apetite. Além destes, a exposição a algumas drogas, como cocaína, bebidas alcoólicas e cigarro, também está associada à hipertensão. A obesidade está fortemente vinculada com a doença, especialmente considerando-se a gordura abdominal, a ponto de a perda de peso corporal ser uma maneira bastante eficaz de diminuir os níveis da pressão arterial. Da mesma forma, o consumo excessivo de sal em indivíduos geneticamente predispostos pode aumentar os valores da pressão arterial.
O diagnóstico se baseia em duas medidas da pressão arterial, numa situação de repouso, realizadas no consultório médico com um aparelho próprio para essa finalidade – o esfigmomanômetro. Como vários fatores psicológicos, como a agitação e o estresse, podem exercer influência sobre a pressão arterial, é fundamental uma avaliação médica em condições ambientais adequadas para o estabelecimento deste diagnóstico. Atualmente, há recursos laboratoriais adicionais para diagnosticar a doença, como a monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA), que efetua medidas de seus valores por 24 horas, ao longo das atividades cotidianas e durante o sono. O teste ergométrico também verifica o comportamento da pressão antes, durante e após o esforço físico. No entanto, nenhum desses exames, isoladamente, substitui a avaliação clínica global do paciente realizada pelo médico.
O tratamento visa manter a pressão arterial abaixo de 13 por 8,5 e o paciente sem sintomas. Em algumas doenças como a diabetes recomendam-se níveis menores ainda, próximos ou abaixo de 12 por 8,0. A princípio, mudanças na dieta com perda de peso e a prática de exercícios físicos regulares estão indicadas para a grande maioria dos pacientes, sendo estas medidas consideradas praticamente obrigatórias. No entanto, para muitos há necessidade adicional do uso de medicações anti-hipertensivas regularmente. Existem várias classes destes medicamentos que atuam de formas distintas para viabilizar ao final a diminuição do trabalho realizado pelo coração ao bombear o sangue para os vasos sanguíneos. O tratamento deve ser monitorizado regularmente pelo médico, que determina a medicação mais indicada de acordo com a gravidade e fatores de risco de cada paciente.
Assim como ocorre na prevenção de várias doenças cardiovasculares, a manutenção de um estilo de vida saudável ajuda a evitar o desenvolvimento da hipertensão arterial e suas complicações. Parar de fumar, evitar bebidas alcoólicas e um bom controle de peso são medidas úteis tanto no tratamento quanto na prevenção desta doença. Da mesma forma, a prática de exercícios regulares e dietas balanceadas, com consumo reduzido de sal, são medidas eficazes para evitar esta condição. Como a hipertensão é geralmente uma doença assintomática, recomenda-se que toda pessoa, a partir dos 40 anos, visite um clínico ou cardiologista para a avaliação da pressão arterial e do estado geral de seu coração. Também na hipertensão, quanto mais precoce for o diagnóstico e tratamento, menores serão as conseqüências em órgãos-alvo da doença.
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