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Publicado em: 04/07/2007  Atualizado em: 04/07/2007
Autor:
Núcleo Educacional Científico
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O sintoma da lombalgia é a dor na região inferior das costas, que pode se irradiar para as coxas e pernas quando as estruturas dos discos existentes entre as vértebras da coluna se deslocam e comprimem as raízes dos nervos que saem dessa região, condição conhecida como hérnia de disco. Algumas vezes, principalmente nos casos de dor aguda, a pessoa pode sentir como se estivesse “travada”, pois não consegue mover a parte inferior da coluna, por causa da dor intensa e da contratura dos músculos da região.
Na maioria das vezes, a lombalgia se deve a lesões nos ligamentos e nos músculos, ou, então, nos discos intervertebrais, causadas pela prática exagerada de exercícios físicos, sem orientação de especialista, por posturas inadequadas ou pela permanência em uma mesma posição durante longos períodos e por sobrepeso – cada quilo de gordura a mais no corpo equivale a quatro quilos de carga adicional para a coluna. Com menos freqüência, os episódios dolorosos podem se originar de fraturas nas vértebras, em geral associadas à osteoporose, de defeitos congênitos e mesmo de traumas violentos, como acidentes. Doenças infecciosas e metabólicas, tumores, artrite e artrose também causam dor lombar, estando, contudo, mais relacionados com a lombalgia crônica.
O diagnóstico da condição é clínico e, portanto, exige uma boa consulta médica, a qual pode ser seguida, quando indicado, da realização de exames de imagem para confirmar a hipótese formulada durante a avaliação e afastar a possibilidade de a dor estar relacionada a alguma outra doença. Entre os exames que podem ser solicitados, a radiografia simples mostra alterações maiores na coluna, enquanto a ressonância magnética pode evidenciar mesmo os mínimos comprometimentos nos ligamentos e nos discos intervertebrais.
Em 80% dos casos, os episódios agudos cedem espontaneamente em até seis semanas. Por essa razão, o tratamento costuma ser apenas sintomático em tais situações, ou seja, feito com analgésicos, antiinflamatórios, repouso e medidas relaxantes, a exemplo da aplicação de bolsas de água quente na região lombar. Já nas lombalgias crônicas, é necessário combinar a fisioterapia aos medicamentos, com o objetivo de recuperar a postura do indivíduo e fortalecer os músculos da região. Se, contudo, a dor for secundária a alguma outra condição ou doença, o tratamento será voltado a combater a causa.
A prevenção das lombalgias passa obrigatoriamente pela prática regular de atividade física, com orientação de especialista, pelo controle do peso corporal e, para quem fuma, pelo abandono do cigarro, que está associado a um maior risco de episódios de dor nas costas. Fora isso, alguns cuidados precisam ser observados no dia-a-dia para evitar lesões nas estruturas lombares, como jamais dobrar a coluna ao apanhar um objeto no chão – o correto é flexionar os joelhos, não girar o tronco ao carregar um objeto pesado e preferir sempre empurrar uma carga a puxá-la. Por fim, quem trabalha muito tempo sentado deve usar cadeiras adequadas, que tenham um ângulo de 90 graus entre o assento e o encosto, e fazer intervalos a cada 90 minutos, levantando-se para dar uma volta, esticar o corpo e, de quebra, aliviar as tensões.
Fonte: Assessoria Médica Fleury.
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