De maneira geral, a dependência química é caracterizada pela necessidade incontrolável de consumir compulsivamente uma determinada substância, que pode ser aparentemente “inofensiva”, como uma aspirina, ou ilícita e de grande potencial lesivo,como é o caso da cocaína. Essas substâncias são divididas em três grupos:
Medicamentos
Qualquer produto farmacêutico que modifique a qualidade das informações que chegam ao cérebro ou altere diretamente seu funcionamento pode ser objeto de uso abusivo. Isso pode ser observado com o consumo de simples analgésicos ou medicamentos para reduzir a ansiedade, induzir o sono, inibir o apetite ou controlar alterações do comportamento. O que caracteriza o uso abusivo é a condição da dependência e a necessidade de utilizar muitas vezes doses cada vez maiores, com claros riscos para a saúde.
Drogas recreacionais
São substâncias que não têm finalidade terapêutica e são utilizadas com o intuito de promover alteração na percepção ou no comportamento do usuário. Algumas delas, como o álcool e a cafeína, são lícitas e chegam a ser consumidas em grande escala, com níveis de complicações muito diferentes entre si. Outras, ilícitas, possuem grande potencial de dependência e de prejuízo à saúde. O consumo de bebidas alcoólicas – tanto agudo quanto crônico – associa-se a maior risco de envolvimento em acidentes, atos de violência e leva a diversos problemas de saúde. Já a utilização da cafeína não é associada a riscos de tal magnitude.
Drogas ilícitas
Certas substâncias químicas, presentes na natureza ou sintetizadas pelo homem, são de consumo proibido por lei. Elas têm a capacidade de causar dependência, de colocar a vida em risco se consumidas de forma excessiva e de alterar intensamente o comportamento do usuário. Maconha, cocaína e metanfetamina são as drogas mais consumidas no Brasil, em ordem decrescente de freqüência. O consumo da heroína e de ácido lisérgico (LSD) é bastante reduzido. Estima-se que em uma grande cidade brasileira pode-se encontrar seis usuários de maconha e dois de cocaína para cada 100 habitantes.