O tratamento costuma ser feito com medicamentos e com mudanças na dieta para controlar os movimentos do intestino e recuperar sua coordenação motora normal.
As medicações usadas podem incluir as que interferem com os hormônios que ajudam a regular a movimentação local, os antiespasmódicos, que atenuam a dor e o desconforto abdominal, e os fármacos para reduzir o impacto das alterações emocionais sobre o funcionamento do intestino, como antidepressivos e ansiolíticos.
Na alimentação, recomenda-se restringir o consumo de alimentos ricos em gorduras (bacon, frituras, maionese etc.), em frutose (frutas, mel, sorvete, geléia, gelatina, biscoitos doces, goma de mascar etc.) e em sorbitol (algas marinhas, bebidas fermentadas, chicletes e algumas frutas).
O leite também pode representar um problema para muitos portadores da síndrome, por colaborar com a formação de gases e com o aumento da movimentação intestinal. Mas, dada sua importância como fonte de cálcio, recomenda-se substituí-lo por uma versão sem lactose e reduzir o consumo de seus derivados, como queijos, requeijão e manteiga.
Como os mecanismos de instalação da síndrome do intestino irritável são um tanto complexos, por envolverem fatores emocionais, é importante valorizar variações constantes de humor e estados de tristeza e ansiedade extrema, procurando um profissional especializado antes que essas condições tenham reflexo sobre o intestino e mesmo sobre outros órgãos e sistemas mais suscetíveis.
A manutenção de uma dieta equilibrada, pobre em gorduras e rica em fibras e vegetais, também contribui para a saúde e o bom funcionamento do intestino, assim como a parcimônia no consumo de bebidas alcoólicas. Por fim, todo o cuidado é pouco com o uso de medicamentos sem prescrição médica.
Convém esclarecer que, por ser uma doença com sintomas inespecíficos, comuns a várias enfermidades, torna-se fundamental buscar esclarecimento rápido diante de sintomas gastrointestinais cotidianos, tanto para descartar problemas mais graves quanto para evitar um maior impacto da síndrome ao dia-a-dia de seu portador.
Fonte:
- Assessoria Médica Fleury