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100 anos da imigração japonesa 
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Publicado em: 14/08/2008   

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Kazusei Akiyama, responsável pelo Check-up Nippon

Neste ano, comemoram-se os 100 anos da imigração japonesa
no Brasil. O que temos a aprender nessa data?

Sem dúvida alguma, deve-se destacar a capacidade da sociedade brasileira de receber, aceitar e absorver culturas diversas. Um século é bastante tempo para dizermos que fazemos, sim, parte da sociedade e da cultura brasileiras, com importantes contribuições.

Os japoneses são o povo com maior expectativa de vida no planeta. A que se deve isso?
Em 2006, a expectativa média de vida dos japoneses foi de 79 anos para os homens e de 85,8 anos para as mulheres.Tradicionalmente consideram-se a urbanização e a medicina como fatores que aumentam a expectativa de vida. Todos os países que avançaram nesse sentido tiveram essas condições melhoradas. Mas eu ressaltaria dois diferenciais da cultura japonesa: o primeiro deles é a maneira como a sociedade se organiza, com destaque para a difusão do sistema de saúde; o segundo são os hábitos peculiares, em especial os alimentares.

Que bons hábitos a cultura brasileira absorveu das
tradições japonesas?
Na minha opinião, mais do que a história da nossa culinária, acho que estimulou o hábito de consumir uma maior quantidade de vegetais, frutas e legumes, preparados ou não à maneira japonesa.

Atualmente, a colônia japonesa do Brasil está dividida em: isseis (japoneses de primeira geração, nascidos no Japão), nisseis (filhos de japoneses), sanseis (netos de japoneses) e yonseis (bisnetos de japoneses). Esses descendentes mantêm os mesmos hábitos de seus ancestrais?
Nota-se claramente que existe incorporação, ou aculturação, da cultura local conforme o tempo passa. O que acho interessante é que me parece estar havendo uma volta às origens, uma procura pela cultura do ancestral, algo que nem sempre era feito de uma forma explícita, ou talvez até fosse negado, na geração de filhos ou netos de japoneses que vivem no Brasil.

A preocupação com a saúde é a mesma para a população japonesa e a brasileira?
A etnia japonesa tem riscos maiores para determinadas doenças e menores para outras. Existem outras particularidades, e todos esses fatores devem ser levados em conta na rotina de prevenção. E é por esses motivos que existe, aqui no Fleury, um serviço diferenciado, como o Check-up Nippon.

 

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