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Um planeta em nossas mãos 
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Publicado em: 04/12/2007  Atualizado em: 01/10/2007

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Em tempos de aquecimento global, sustentabilidade é um termo obrigatório no vocabulário de todos os que zelam pelo futuro

Imagine uma comunidade cuja população vive da pesca. Cada vez que seus pescadores vão para o mar, precisam garantir duas coisas: 1) que suas redes trarão peixes em quantidade suficiente para as refeições daquele dia; 2) que suas redes deixarão nas águas peixes em quantidade suficiente para a pesca do dia seguinte. A história explica o significado do termo que invadiu nossas vidas em tempos de superpopulação e aquecimento global: a sustentabilidade. Segundo a definição adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), agir de forma sustentável implica “suprir as necessidades da geração presente sem afetar a capacidade das gerações futuras de suprir as próprias necessidades”.

O conceito ganhou espaço a partir da década de 1980. Pesquisadores revelaram que a Terra dava sinais de esgotamento, de que não suportaria os ritmos de aumento da população e do consumo. Um exemplo: entre os anos de 1800 e 1930 – ou seja, num intervalo de 130 anos –, o número de habitantes do planeta cresceu em 1 bilhão; atualmente, graças à ciência e à tecnologia, a Terra ganha um novo bilhão em períodos de apenas 13anos. Isso provoca um consumo cada vez maior de alimentos, água e energia. Outro dado preocupante: todos os dias, as 6,5 bilhões de pessoas do mundo produzem muito, muito lixo: cada americano, por exemplo, descarta diariamente 1,5 kg de resíduos sólidos.

Cuidados com o futuro do nosso planeta azul, portanto, são fundamentais. Contudo, os especialistas alertam que, para adotarmos práticas realmente sustentáveis, cuidar apenas do planeta é pouco. Voltando à história dos pescadores, é preciso observar também a saúde dos adultos, a educação de seus filhos e assim por diante. “Quando falamos em sustentabilidade, falamos em futuro. E não só as questões ambientais estão relacionadas ao futuro”, explica Cláudio Boechat, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Sustentabilidade da Fundação Dom Cabral. “Aliás, as questões ambientais são, em geral, conseqüência das sociais.” Daí, a importância de considerá-las. Os desafios da atual geração e das próximas são grandes. Entre as questões sociais à espera de solução, há temas como a luta contra a pobreza e o respeito à diversidade cultural. E encarar esses desafios é uma tarefa de todos: governos, organizações não-governamentais (ONGs) e empresas. Além de utilizar racionalmente recursos como a água, os cidadãos podem praticar o consumo consciente: deixar na prateleira produtos de empresas que não se importam com a sustentabilidade e dar preferência às companhias que zelam de verdade pelo futuro. No Brasil, 1.243 empresas estão associadas ao Instituto Ethos, seguindo padrões de conduta sustentável. “Todos estão ligados de alguma forma às causas e às conseqüências do problema”, diz Boechat.

De olho no assunto
Com ações ambientais e sociais, o Fleury está atento ao desafio da sustentabilidade

Há tempos o Fleury Medicina e Saúde está atento à questão da sustentabilidade – e no sentido mais amplo do conceito, reunindo ações focadas nas questões ambientais e sociais. Os programas nasceram na década de 1990 e cresceram dentro de uma política rígida de gestão de qualidade, a mesma que garante o padrão de todos os serviços. Para cada ação, são estabelecidas metas, que, mais tarde, são confrontadas com os resultados. E os frutos são mensuráveis. De 2002 a 2006, programas de racionalização do uso da água e da energia entre os funcionários levaram a reduções do consumo por unidade de atendimento da ordem de 22% e 19%. Outro caso bem-sucedido foi a diminuição da quantidade de papel usado: queda de 6% em 2006. Além disso, o Fleury passou a realizar o tratamento dos resíduos infectantes, transformando-os em lixo comum. Esse processo, pioneiro no Brasil, é licenciado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), órgão ligado à secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. “É um programa ambicioso: a cada ano, as metas ficam mais desafiadoras”, explica Daniel Marques Périgo, gerente de Sustentabilidade do Fleury. No campo ambiental, há ainda objetivos como a redução do nível de ruído, a diminuição do volume de CFC (clorofluorcarbonos) instalado na empresa e o monitoramento da emissão de gases emitidos pela frota de veículos. Além disso, há as ações do campo social, como apoio a programas voltados ao cuidado das gestantes. “A empresa sustentável trabalha com todos esses elementos”, diz Périgo. “Não faz sentido cuidar do social e poluir o meio ambiente.”

 

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