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Publicado em: 26/03/2008   

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No Brasil, mais de 39 milhões de pessoas utilizam a internet e grande parte delas já pesquisa sobre saúde na rede mundial de computadores. Saiba como isso está mudando a rotina nos consultórios e onde buscar informação confiável

A revolução da internet também chegou aos consultórios e mudou para sempre a relação médico/paciente. Foi-se o tempo em que as pessoas recorriam ao “doutor”, diziam onde doía, ouviam um diagnóstico e saíam da sala com uma receita em mãos (que, muitas vezes, continha uma letra ininteligível). Agora, com acesso a um mundo de informações a um clique dos dedos, as pessoas chegam cada vez mais informadas aos consultórios. Buscam conteúdo em sites, procuram quais as últimas notícias e tratamentos. Munidas disso, vão ao médico e questionam. “A internet muda uma questão importante. É um tipo de democratização”, explica o médico Chao Lung Wen, coordenador da disciplina de Telemedicina da Faculdade de Medicina da USP.

Antes, os profissionais de saúde eram vistos como detentores de um conhecimento único e secreto. Agora as informações estão em todo lugar. Basta digitar a palavra saúde em um site de buscas. Aparecerão milhares de páginas, com todo tipo de conteúdo. A questão é: tudo que está escrito é confiável? Nem sempre. “Há também informações de fontes não confiáveis, de estudos que estão em fases preliminares, e que o leitor entende como sendo um consenso já definido, informações não atualizadas e ainda informações altamente especializadas, e que a população geral tem dificuldade de entender corretamente”, afirma Wen.

“Nessa nova era da informação, cabe ao médico orientar o paciente, indicando fontes de dados, sites confiáveis”, diz Adriana Seixas Braga, diretora de Marketing do Fleury Medicina e Saúde. Assim, uma pessoa mais bem informada pode tornar-se mais consciente de sua doença e fazer o tratamento com mais seriedade. Nos Estados Unidos, segundo estudo da consultoria Harris Interactive, mais de 160 milhões de pessoas já pesquisam sobre saúde na internet. No Brasil, que tem 39 milhões de usuários de web, ainda não foi feita uma grande pesquisa sobre o assunto. Uma dissertação de mestrado defendida este ano na Faculdade de Saúde Pública da USP comprovou que, numa amostra que contou com 116 pessoas, a maioria dos entrevistados acessa a rede pelo menos uma vez por semana para consultar informações sobre saúde. Além disso, a maior parte deles disse correr para as páginas do Google após uma consulta médica a fim de complementar as informações transmitidas por seus médicos. O próprio Google pretende lançar neste ano uma versão para fazer buscas na área da saúde.

A mudança de comportamento que a internet trouxe também foi sentida pelos profissionais do Fleury Medicina e Saúde. Com a possibilidade de retirada de exames pela web – o Fleury foi a primeira empresa de saúde do mundo a oferecer resultados pela rede, em 1998 –, os clientes ficam sabendo na hora os resultados. “Antes, os exames vinham lacrados e só eram retirados na unidade. Era como se o envelope fosse somente do médico”, conta Adriana. Agora, as pessoas olham os resultados pela web e chegam ao consultório munidas de elementos para discutir com o médico o seu caso. No site do Fleury, é possível encontrar também artigos, informações sobre saúde e qualidade de vida, calculadoras, um dicionário de saúde e podcasts. “O rigor na publicação faz com que o Fleury seja uma fonte confiável de informação na internet”, diz Silvia Marconato, coordenadora de comunicação do Fleury. Todos os textos publicados no site passam pela validação de um assessor médico. Depois, esse mesmo texto é submetido a uma diretoria de educação, que checa a precisão das informações do ponto de vista médico. Desde 2000, o site do Fleury é certificado pelo Hon Code, que atesta a qualidade de sites de saúde em todo o mundo. E os números de acesso no site não param de crescer. Em 2004, foram 4.237 acessos diários. Em 2007, até outubro, esse número já havia praticamente dobrado.

 

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