Fale com o Fleury
Artigos
Calculadoras
Cursos e Eventos
Dicionário da Saúde
Mitos e Verdades
Podcast
Quiz
Revista Saúde em Dia
Espaço Saúde em Dia
Encontre informações sobre saúde e bem-estar.
    \\ Espaço Saúde em Dia \\ Revista Fleury Saúde em Dia
Medicina do futuro 
Alterar o tamanho da letra:
 
Publicado em: 26/03/2008   

Imprimir | Recomende esta página

Cada pessoa é única e cheia de singularidades. É com esse conceito que trabalha a medicina personalizada. No futuro, os médicos tratarão de forma diferente pessoas que, aparentemente, apresentam os mesmos problemas de saúde

Cena 1, ano 2008: você chega com uma queixa ao consultório de seu médico, que já o conhece há tempos. Ele o examina, consulta sua ficha e prescreve um tratamento.

Cena 2, num futuro não tão distante: você chega ao consultório de seu médico, o mesmo da cena 1, com a mesma queixa. Ele o examina, consulta sua ficha. Mas, antes de prescrever um tratamento, pede: “Por favor, me dê o seu chip de genoma”. Você tira do bolso um pequeno cartão de memória que contém todas as suas informações genéticas. O médico conecta esse aparelho ao computador e aciona um programa. A partir daí, ele poderá analisar a quais substâncias você reage bem (ou mal), em quais quantidades você poderá tomar determinado remédio e quais efeitos colaterais ele provocará na sua saúde.

A cena 2 parece distante? Nem tanto. Essa revolução na área médica já começa a acontecer e tem nome: medicina personalizada. Nela, em vez de o médico indicar um tratamento que é comum para aquele problema e que é o mesmo prescrito para outros pacientes, ele primeiro vai mapear os genes da pessoa. “A medicina personalizada permitirá saber qual o melhor remédio e em qual dose cada pessoa poderá tomá-lo. Embora seja possível administrar uma dose-padrão do medicamento que servirá para a maior parte dos indivíduos, existem pessoas que metabolizam determinada substância muito rapidamente e outras que reagem a esse mesmo medicamento de forma mais lenta. Se for prescrita a mesma dose de remédio para as duas, na primeira não surtirá efeito, porque o organismo dela metaboliza tão rápido a droga que o efeito desejado pode nem ocorrer. E, no segundo caso, a medicação poderá até provocar intoxicação, já que o paciente tende a ficar com aquela substância no organismo por mais tempo do que o necessário”, explica o gerente médico de Análises Clínicas do Fleury, Luís Eduardo Coelho Andrade.

Um exemplo corriqueiro: o médico diagnostica trombose venosa na perna de um paciente. Inicia o tratamento com o anticoagulante oral, necessário para evitar que o quadro se agrave e permitir o restabelecimento do paciente. Só que algumas pessoas são muito sensíveis aos anticoagulantes orais e a dose-padrão habitualmente empregada no início do tratamento pode ser muito elevada e acarretar sangramentos – algumas vezes graves – nesse grupo de pacientes. Hoje, já é possível conhecer as características genéticas que estão associadas a essa sensibilidade aumentada aos anticoagulantes orais e, conseqüentemente, adequar a dose inicial do tratamento ao perfil genético de cada um, afirma Fernando Lopes Alberto, assessor médico da área de Hematologia e Diagnóstico Molecular do Fleury. Com esse tipo de medicina, o especialista poderá oferecer um tratamento mais seguro, administrado nas doses corretas (nem mais, nem menos), com menores riscos de efeitos colaterais e melhores resultados. “A medicina personalizada é uma possibilidade que se abre depois de a ciência conseguir desvendar a seqüência de DNA do homem”, resume Lopes Alberto. “Podemos saber hoje as variações de DNA que distinguem uma pessoa da outra. Ou seja, identificar onde não somos todos iguais, ou seja, aquilo que nos caracteriza como únicos.”

Bem mais perto do que se imagina
Nos Estados Unidos, cientistas já descobriram exemplos de variações genéticas que podem auxiliar na descoberta de quem responderá bem ou sofrerá os efeitos colaterais de uma mesma droga. Com isso, o Food and Drug Administration (FDA), órgão que regulamenta a venda de remédios e alimentos nos Estados Unidos, já criou normas para encorajar a indústria farmacêutica a produzir remédios a partir dos conceitos da medicina personalizada. Em 2007, alguns fabricantes passaram a acrescentar informações sobre testes genéticos nas embalagens de remédios. Esse é o caso da Varfarina, anticoagulante oral de grande utilização para prevenção de trombose e que, desde agosto de 2007, teve sua bula modificada por recomendação do FDA.

 

Trabalhe conosco Mapa do Site © 2010 Fleury - Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.
Verifique aqui.
Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.