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Publicado em: 27/03/2008   

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Aos 64 anos, Ferdinando Rosa Pereira e Maria Rodrigues Pereira contam como pequenas mudanças na alimentação podem trazer mais disposição e saúde para enfrentar o dia-a-dia

Maria e Ferdinando
buscam na alimentação saudável a receita para uma vida mais longeva

“Nossa mudança alimentar começou há mais ou menos dois anos, quando decidimos contratar os serviços de uma nutricionista. Eu e minha mulher tínhamos passado dos 60 anos, estávamos aposentados e começamos a nos preocupar com nossa qualidade de vida. Queríamos, e queremos, envelhecer bem, com saúde e disposição física. E achamos que ter uma boa alimentação é fundamental para que isso aconteça.

Na primeira conversa com a nutricionista, foi feita uma avaliação dos hábitos alimentares que mantínhamos até então. Nesse momento, mais do que nos prescrever uma dieta, ela nos ensinou algumas regras básicas para passarmos a comer melhor e com mais qualidade. Começamos mudando a quantidade dos alimentos e os horários das refeições. Antes, comíamos pratos cheios e, não satisfeitos, chegávamos a repetir. Como éramos comerciantes, e tínhamos uma padaria e um supermercado, nossa casa sempre tinha uma cesta cheia de pães, e comíamos muito. Essa espécie de gula fez com que eu ficasse acima do meu peso. Fora isso, não tínhamos um horário fixo para comer. Às vezes, fazíamos as refeições mais cedo ou mais tarde, dependendo dos compromissos do dia. Depois da orientação nutricional, começamos a fazer pratos menores, com menos comida, e não repetimos mais. Também passamos a comer menos pão e optamos pelas versões light ou integrais.

Outra dica que seguimos à risca é fazer um lanchinho entre as refeições. Nosso dia começa com um café-da-manhã rico em frutas, cereais e café com leite. Por volta das 11h da manhã, comemos uma pêra ou meia maçã. Almoçamos às 13h. Mas, por conta do café-da-manhã reforçado e do lanche da manhã, não ficamos famintos e almoçamos com moderação, o que não acontecia antes. No meio da tarde, fazemos outro lanchinho. No jantar, geralmente optamos por alimentos mais leves, como sopas e saladas.

A orientação nutricional também nos fez ampliar o leque de alimentos. Sempre comemos verduras e legumes, mas não havia uma variedade em nosso cardápio. Agora, nossa geladeira é ‘colorida’, com frutas, verduras e legumes diferentes a cada semana. A nutricionista ensinou novos pratos e formas de preparo. Também passamos a evitar frituras ou pratos muito gordurosos. A nutricionista nos explicou que isso é importante não só para inibir o ganho de peso, mas também para prevenir contra doenças do coração e combater o colesterol alto. Gostamos da reeducação alimentar porque não precisamos mudar drasticamente de alimentação. Foram pequenas alterações que transformaram nossa vida para melhor, nos deixando mais saudáveis. Hoje, temos mais energia e disposição. Começamos a fazer natação pela manhã ou caminhadas diárias. Sentimos que estamos preparados para encarar os próximos anos cheios de saúde. Isso é importante porque temos três filhos e quatro netos, o mais novo deles com 5 anos de idade. Queremos aproveitar o tempo, agora, ao lado deles.”

Ferdinando Rosa Pereira, ex-comerciante, e Maria Rodrigues Pereira são aposentados. Têm três filhos e quatro netos.

 

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