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À flor da pele 
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Publicado em: 20/03/2008   

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O calor exige atenção redobrada ao maior e mais exposto órgão do corpo humano

Com os dias quentes, além do consumo de líquidos, é preciso ficar de olho na pele. É nessa época do ano que as pessoas passam mais tempo expostas ao sol e vão à praia com maior freqüência. Fleury Saúde em Dia ouviu os especialistas Luiz Guilherme Martins Castro, médico responsável pelo setor de Dermatologia do Fleury, e Maurício Mendonça do Nascimento, médico do Departamento de Dermatologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Eles prepararam este guia com dicas para evitar desde problemas sérios, como câncer de pele, até questões mais simples, como a micose comum.

Câncer de pele: dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que o câncer de pele representa 25% de todos os casos de tumores malignos registrados no Brasil. Ele pode ser dividido, de modo geral, em dois grandes grupos: os carcinomas, menos agressivos e quase sempre curáveis, que representam cerca de 95% dos casos; e os melanomas, que são mais agressivos e podem ter conseqüências graves. Alguns fatores indicam predisposição à doença: pessoas com muitas pintas, de pele clara, com histórico de exposição excessiva ao sol, com casos de câncer de pele na família e fumantes estão mais propensas a ser alvo do problema. “O filtro deve ser aplicado diariamente no rosto, no colo das mãos, na careca e nas orelhas, até mesmo no inverno”, diz Maurício Mendonça do Nascimento. Durante o verão – e principalmente na praia – é preciso ainda mais cuidado. Para quem se encaixa no perfil vulnerável ao câncer de pele, ele recomenda uma varredura anual nas pintas, que deve ser feita pelo dermatologista. Além disso, existe hoje à disposição o serviço de check-up dermatológico, no qual um especialista examina todo o corpo do paciente em busca de lesões e pintas escuras que podem apresentar perigo. “O checkup dermatológico tem duas funções principais: detectar precocemente a existência de lesões cancerígenas, para tratá-las ainda na fase inicial, e ensinar o paciente a fazer um auto-exame e observar lesões suspeitas”, afirma Luiz Guilherme Martins Castro.

Micose: é o nome que se dá às infecções causadas por fungos. Um dos locais mais comumente afetados pelas micoses é a pele. Os fungos gostam de calor e umidade. O verão é a estação que mais contém esses dois fatores, seja pela maior freqüência das chuvas, seja porque férias na praia quase sempre significam sunga ou maiô molhado o dia inteiro. O dermatologista sugere evitar maiô molhado em contato com a pele durante muito tempo, trocar sapatos e meias que tenham ficado úmidos por causa de chuva ou suor e evitar o uso de meias ou meias-calças de nylon, que retêm mais umidade. O ideal é vestir roupas de algodão, que deixam a pele respirar melhor.

Acne de verão: também conhecida como “acne de Mallorca”, numa referência à famosa ilha espanhola de veraneio, este é um tipo de acne característico da estação. A pele exposta ao sol fica mais espessa, secreta mais oleosidade e os poros ficam obstruídos, um conjunto de fatores que leva ao surgimento da acne. Então, evite o uso excessivo de hidratantes e cremes oleosos, que podem obstruir os folículos cutâneos.

Picadas de inseto: as praias do sudeste brasileiro, na região da Mata Atlântica, são conhecidas pelos freqüentadores que acompanham os banhistas – os borrachudos. “Por ser um inseto que voa baixo, ele costuma picar na altura das pernas”, explica Nascimento. O dermatologista faz duas recomendações: aplicar uma toalha molhada com água gelada sobre a picada, para aliviar o incômodo, e evitar a todo custo coçar a ferida – o que só serve para espalhar ainda mais a substância injetada pelo mosquito. Se for coçada, uma ferida pequena pode se transformar numa infecção de pele. Pessoas alérgicas a picadas de inseto podem necessitar usar antialérgicos sistêmicos quando as picadas são numerosas.

Brotoeja: conhecida como miliária, a brotoeja diz respeito, principalmente, aos pais de crianças pequenas. “As glândulas dos pequenos e o seu sistema de controle térmico são imaturos, e por isso elas suam muito e estão mais sujeitas a entupimentos que impedem o suor de chegar à superfície da pele”, afirma Nascimento. Medidas simples ajudam a evitar a erupção cutânea: usar roupas leves, de algodão, evitar ambientes muito quentes e horários de pico do sol e, na praia ou na piscina, refrescar a pele da criança constantemente jogando água sobre a cabeça e o corpo. O uso de uma bucha delicada durante o banho pode ajudar a desobstruir os poros e liberar o suor.

 

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