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Publicado em: 06/07/2007  Atualizado em: 01/05/2005
Autor: Solange Arruda

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Método que investiga os distúrbios do sono já pode ser realizado em domicílio

Enquanto você dorme em sua casa, eletrodos e sensores investigam distúrbios do sono

Não tem lugar melhor para dormir do que a nossa casa, na nossa cama, com nosso cobertor. Ciente de que o ser humano adormece melhor dessa maneira, o Fleury passou a oferecer, em fevereiro, a polissonografia em domicílio. Até então, o exame, que serve para detectar os distúrbios do sono durante o período em que a pessoa está dormindo, era feito somente na Unidade Paraíso. Assim, quem precisava se submeter ao procedimento tinha de passar a noite no local.

De acordo com a médica responsável por esse serviço, dra. Rosana Cardoso Alves, o avanço só foi possível com a evolução tecnológica, que trouxe equipamentos portáteis, de última geração, criados especialmente para permitir uma avaliação de boa qualidade.

Dessa forma, na data e no horário combinado, um profissional do Fleury vai até a casa do cliente e instala os aparelhos, aos quais o indivíduo fica conectado por meio de eletrodos e sensores, semelhantes aos usados em eletroencefalogramas. Depois que a pessoa adormece, o técnico vai embora, porém fica a postos para resolver qualquer eventualidade, voltando na manhã seguinte para retirar o arsenal diagnóstico.

Sono conturbado

Para quem dorme como um bebê, essa possibilidade certamente parece distante. Mas, segundo a dra. Rosana, os distúrbios do sono chegam a afetar até 40% da população. “O mais conhecido e mais freqüente é a insônia”, destaca a neurologista, que também é presidente da Sociedade Paulista de Medicina do Sono. Há, no entanto, uma lista de distúrbios que se repetem, caso da síndrome da apnéia obstrutiva do sono, caracterizada por ronco alto e pausas respiratórias; do sonambulismo; e da narcolepsia, que cursa com sonolência excessiva durante o dia. Aí entra a polissonografia, que, segundo a neurologista, tem bastante utilidade na confirmação diagnóstica de tais casos por fornecer ao médico um panorama do que acontece com o indivíduo quando ele está no mundo dos sonhos.

“O exame monitora vários parâmetros ao longo da noite, como a atividade elétrica cerebral, a movimentação dos olhos, membros e músculos, a respiração, os batimentos cardíacos e a oxigenação sanguínea”, enumera. Qualquer alteração em um desses fatores pode ser a resposta para noites difíceis e dias ainda mais arrastados.

 

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