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Publicado em: 05/07/2007   
Autor: Solange Arruda

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Tecnologia a serviço da gravidez

Nova triagem fetal indica, com segurança, se a gestante precisa fazer uma investigação mais profunda da síndrome de Down

O exame indica a necessidade de procedimentos mais complexos

O exame sonhado por qualquer gestante seria aquele que dissesse: seu filho é perfeito, nascerá com toda a saúde do mundo e, ainda por cima, se parece muito com você. A medicina diagnóstica ainda não chegou a tanto, mas caminha para corresponder cada vez mais às expectativas da ansiosa mamãe. O Fleury, por exemplo, é o único laboratório de São Paulo a oferecer uma triagem do feto, ainda no primeiro trimestre da gravidez, que combina dois tipos de avaliação para investigar se a mãe precisa se submeter a procedimentos mais complexos para diagnosticar a presença de alterações cromossômicas no bebê, em especial uma, no cromossomo 21, que ocasiona a síndrome de Down.

Um dos recursos da combinação é o rastreamento bioquímico dessas alterações, realizado por uma simples coleta de exame de sangue na mãe para dosar duas substâncias produzidas pela placenta: a fração livre da gonadotrofina coriônica humana (beta-hCG) e a proteína A associada à gravidez (PAPP-A). O outro se refere à medida da translucência nucal, feita por meio da tradicional ultra-sonografia obstétrica, que mede, em milímetros, o espaço ocupado por um líquido que todo bebê possui entre a pele da nuca e a coluna, o qual está aumentado nos portadores de Down.

Assim como a idade materna, esses dados são lançados em um exclusivo software que, ao fazer uma análise conjunta de todos os elementos, fornece o risco de o bebê ser portador da alteração. “A triagem não diz que o bebê tem Down, mas dá uma indicação dessa possibilidade, que só pode ser confirmada por estudo do líquido amniótico ou de fragmentos da placenta”, esclarece o médico da Medicina Fetal do Fleury, David Pares. Esse conjunto de recursos tem uma taxa de detecção de alterações cromossômicas de 92%, um índice considerado bastante elevado pelos especialistas.

Até pouco tempo atrás, apenas a translucência nucal determinava se a mulher deveria ou não prosseguir a investigação com tais estudos cromossômicos, mesmo assim com uma taxa de detecção de 80%. Na década de 80, os médicos só se baseavam na idade da mulher – mais de 35 anos – para indicar exames mais complexos, que, evidentemente, podiam ser feitos sem necessidade. “Além disso, as mulheres com menos de 35 anos, que é a população que mais engravida, deixavam de ser avaliadas”, adiciona o dr. David.

 

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