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Só um dia de hospital 
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Publicado em: 05/07/2007  Atualizado em: 01/05/2005
Autor: Solange Arruda

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Com a inauguração do seu Hospital-Dia, o Fleury dá ao cirurgião a infra-estrutura de que ele precisa para realizar seu trabalho e, ao cliente, a certeza de voltar para casa no mesmo dia após uma operação

A possibilidade de ser hospitalizado e enfrentar a mesa cirúrgica dá arrepio na espinha, por mais simples que seja o procedimento. Mas saber que você será operado e dormirá em sua própria cama traz um grande alívio. É o que a comunidade médica chama de cirurgia ambulatorial, uma prática hoje viável graças ao desenvolvimento de equipamentos sofisticados e de técnicas cirúrgicas cada vez menos invasivas e à administração de anestésicos de rápida eliminação, com efeitos colaterais mínimos. “Nos Estados Unidos e em outros países do primeiro mundo, 80% de todos os procedimentos cirúrgicos são feitos dessa forma”, atesta o anestesista dr. Flávio Takaoka, coordenador da equipe médica de Anestesia do Centro de Medicina Diagnóstica e do Hospital-Dia do Fleury, com inauguração prevista para meados deste ano.

Instalado no mesmo prédio da Unidade Higienópolis, novo Centro de Medicina Diagnóstica do Fleury, o hospital nasceu justamente com base no conceito de cirurgia ambulatorial. Assim, permite que o cliente chegue de manhã para ser operado, tenha uma rápida recuperação anestésica e deixe o local antes de anoitecer, terminando o tratamento no conforto de sua casa.

O motivo do sucesso da fórmula contempla, na verdade, três pilares: conforto, segurança e custo. “Podemos dizer que a taxa de infecção hospitalar é mais baixa em hospitais-dia”, assinala o dr. Flávio. Além disso, existe o aspecto fi nanceiro, escancarado para as operadoras de saúde e até para o paciente e sua família, já que a maior efi ciência do sistema de cirurgia ambulatorial implica menor custo. Hospital e médico, a seu turno, ganham em produtividade, o que, no Brasil, já pôde ser confi rmado pelos mutirões de correção cirúrgica da catarata.

Ocorre que, apesar de a maioria das cirurgias ser, assim, simples, as pessoas ainda passam mais de 24 horas nos hospitais convencionais do País. A prática tem algumas explicações, no entender do diretor do Hospital-Dia Fleury, Alexandre Rangel Sabbag. “Na maior parte das vezes, o cirurgião, que opera em vários locais, quase não consegue retornar à instituição no mesmo dia para dar a alta”, explica. Em outras situações, é o próprio serviço que não oferece condições para a liberação rápida do cliente.

Oportunidade

Aproveitando a intersecção entre diagnóstico e terapêutica, já que muitos procedimentos diagnósticos evoluíram e se tornaram métodos de tratamento, o Fleury criou seu Hospital-Dia seguindo o que há de melhor nos países desenvolvidos. De acordo com Sabbag, o objetivo dessa incursão, depois de 79 anos dedicados exclusivamente à medicina diagnóstica, é o de atender a esta latente necessidade do cirurgião de ter um espaço onde ele possa ser mais produtivo, com a estrutura, a qualidade e a segurança necessárias para que seu único trabalho seja mesmo o de operar.

Pelo porte das cirurgias do Hospital-Dia, os processos são muito mais ágeis e efi cientes para facilitar o retorno do indivíduo à sua casa. Dessa maneira, por exemplo, a própria equipe de anestesistas acompanha o paciente no pós-operatório e lhe dá alta, liberando o médico responsável pela cirurgia. O fato é que, além de ser mais uma opção para o cliente, a novidade funciona como um suporte à atividade do cirurgião. “Da mesma forma que o Fleury não fecha diagnósticos com os exames que realiza, já que quem faz isso é o médico, o Hospital-Dia não opera ninguém, mas apenas apóia o tratamento cirúrgico”, compara Sabbag.

Tanto é assim que a instituição não possui uma equipe própria de cirurgiões. Em vez disso, dispõe de uma grande infra-estrutura de apoio, com instalações modernas, equipamentos de última geração e uma equipe multidisciplinar com formação e experiência em cirurgia ambulatorial. São 60 colaboradores, 25 dos quais profi ssionais de enfermagem e 15 anestesistas, todos treinados para prestar socorro em emergências, incluindo o pessoal de atendimento.

Saúde no ar

O Hospital-Dia Fleury comporta procedimentos de mais de 25 especialidades médicas, alguns bastante conhecidos da população leiga, como as cirurgias para a remoção das amídalas (veja tabela). Por não tratar de pacientes criticamente enfermos e por realizar cirurgias pouco agressivas, os riscos de infecção hospitalar são mínimos. O cuidado do Fleury nesse aspecto é tanto que todos os clientes passam, antes da intervenção, por uma consulta de triagem, na qual suas condições de saúde são minuciosamente avaliadas. O problema não é só o risco de infecção. “Uma pessoa debilitada que precise de uma pequena cirurgia deve ser internada em uma instituição tradicional, dado o risco de complicações clínicas”, observa dr. Rui Maciel, diretor-médico do Hospital-Dia Fleury. Mais uma evidência de que o negócio do novo hospital é mesmo saúde.

Algumas cirurgias que podem ser feitas no Hospital-Dia Fleury
Especialidade Tratamento cirúrgico
Oftalmologia • Catarata
• Miopia
Odontologia • Implante dentário
Urologia • Cistoscopia
• Esterilização masculina
Ginecologia • Laparoscopia
• Histeroscopia
Ortopedia • Artroscopia
Otorrinolaringologia • Extração de amídalas e carne esponjosa

 

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