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Economia de energia: um ato responsável 
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Publicado em: 19/06/2007  Atualizado em: 19/06/2007
Autor: Thaís Télis

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Medidas simples que ajudam a economizar energia estão ao alcance de todos e contribuem para a preservação dos recursos naturais

Economia de energiaComeçar o século 21 sob o temor do 'apagão' não foi tarefa fácil para os milhares de brasileiros. Lutar contra os vilões do consumo, conviver com os cortes de fornecimento e manter a conta de eletricidade dentro das metas delimitadas pelo governo foram algumas das objeções que caracterizaram o escuro período da crise energética no país.

Se para muitos o ano de 2001 ainda não se apagou da memória, a boa notícia é que o sufoco da falta de energia, que ameaçou a tranqüilidade da população, pode estar longe de se repetir. "O Brasil não corre risco de ter um novo 'apagão'. Isso se deve à adoção de mudanças no modelo do setor elétrico nacional; como os recentes leilões que levaram à contratação de energia até o ano de 2010. Ou seja, o país disporá de usinas suficientes para atender ao mercado consumidor", assegura Miranda Farias, diretor de Estudos da Energia Elétrica da EPE (Empresa de Pesquisa Energética).

Dos tempos de blecaute, no entanto, sobressaíram-se os bons hábitos adotados pela população. Tempo reduzido no banho, roupas secas ao sol, equipamentos de ar-condicionado desligados, entre outras medidas, passaram a fazer parte do dia-a-dia das pessoas. Mas será que o comportamento engajado perdura até os dias atuais? "Nas áreas industrial e comercial é mais visível que muitas das práticas de uso eficiente de energia foram mantidas, na medida em que trouxeram reduções de custos sem prejuízo para a produção e os negócios. Mas passado o período de grande restrição, a população em geral voltou a consumir de modo a manter um padrão que lhe proporcione bem-estar e conforto", certifica Farias.

Fique atento nas compras

Estimular o cliente a utilizar produtos eletroeletrônicos que apresentam os melhores índices de eficiência energética tem sido a principal meta do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), da Eletrobrás.

Equipamentos como refrigeradores, condicionares de ar e freezers são submetidos a análises de desempenho e, posteriormente, recebem selos com a classificação de A a G; sendo os da faixa A os que causam menor consumo.

E tem mais: o Selo Procel Inmetro de Desempenho é concedido exclusivamente a itens de iluminação, como lâmpadas fluorescentes e reatores eletromagnéticos. "Para fazer jus a esse selo, o produto deve atender a um valor de eficiência definido pelo Procel, normalmente melhor do que aquele necessário para receber a etiqueta do Inmetro", explana o engenheiro Alexandre Raybolt, do departamento de Planejamento e Estudos do Procel/Eletrobrás.

Combate ao desperdício

Descubra quem gasta mais

• Geladeira - 30%

• Chuveiro elétrico - 30%

• Lâmpadas - 15%

• Ferro elétrico - 7%

• Lavadora de roupa - 5%

• Outros - 13%

Fonte: AES Eletropaulo

Ações sustentáveis dentro de casa refletem diretamente no panorama do setor. Detectar a fuga de energia (espécie de vazamento), por exemplo, protege seu imóvel de acidentes como curtos-circuitos e evita desperdício de energia. "A instalação interna deve estar de acordo com o padrão ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) e também ser adequada à demanda", ressalta Márcia Coutinho, gerente de Atendimento às Comunidades da concessionária Light.

Além disso, ficar atento a tomadas quentes por causa do escape de energia, desligar a chave geral das residências em períodos longos de ausência, utilizar aparelhos elétricos compatíveis com as tensões, dar preferência a fios de espessura adequada, e sempre que possível, ligar os equipamentos fora do horário de pico são dicas que farão bem ao seu bolso e, principalmente, ao meio ambiente (veja box).


Fleury preserva energia

Monitorar e promover o desempenho sustentável da empresa. A partir dessa missão, a área de Qualidade e Meio Ambiente do Fleury estabeleceu, em 2002, programas ambientais com metas de consumo anuais, entre elas, a de energia elétrica. "O índice é calculado baseado no histórico de consumo. Temos conseguido diminuir gradativamente o consumo através de um monitoramento contínuo das nossas instalações e práticas de trabalho", esclarece o assessor da Qualidade, Daniel Périgo.

Para tanto, análises para identificar os inimigos da preservação de energia também são realizadas nas unidades, conforme explica Périgo: "estamos atentos a tudo o que possa significar desperdício de recursos, desde o funcionamento do relógio-medidor até o nível de adesão dos nossos colaboradores às medidas básicas de redução. Outra variável que sempre é ponderada nessa avaliação é a expansão dos nossos serviços com a implementação de novos exames diagnósticos que, naturalmente, aumenta o consumo. O importante é acompanhar de perto a utilização de energia para que possamos buscar alternativas de uma utilização racional e responsável desse recurso", conclui.

A diminuição no consumo global do Fleury, de 2002 a 2004, foi de 3,5%.


Mito ou Verdade?

Por Marcelo Sigoli, gerente de Eficiência Energética da AES Eletropaulo.

Utilizar benjamim ou extensão aumenta o consumo de energia elétrica.
Verdade. Quando se usa adaptadores cria-se um desequilíbrio na instalação, o que ocasiona aquecimento dos condutores e aumento de consumo de energia e riscos de acidente.

Acender e apagar as lâmpadas gasta mais do que sempre deixá-las acesas.
Mito. O que precisa ser analisado é o tempo em que a lâmpada permanece ligada e o tipo, mas realmente o "liga e desliga" não é aconselhável para as lâmpadas fluorescentes por, de fato, causar queima precoce.

Ao economizar água, também economizo energia.
Verdade. Alguns sistemas hidráulicos precisam de energia elétrica para funcionar. Em um edifício, por exemplo, os sistemas de bombeamento de água utilizam esse recurso para ser acionados.

Equipamentos eletrônicos deixados na posição "stand-by" não consomem energia.
Mito. A condição "stand-by" significa que o equipamento está aguardando um comando do usuário, portanto está ligado, mas em uma potência reduzida; o aparelho, então, consome cerca de 5% a 10% da sua potência.

A instalação de 110V utiliza menos energia.
Mito e verdade. Em princípio a tensão não interfere nos níveis de consumo dos equipamentos. Entretanto, influencia no nível de perda de energia da fiação elétrica; a tensão 220V provoca perdas menores que a 110V.

 

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