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Publicado em: 18/06/2007  Atualizado em: 18/06/2007
Autor: Ana Clara Costa

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Grupo Barbatuques mescla sonoridade e expressão corporal em espetáculo único

A percussão, aliada ao ritmo e à cadência, tem papel protagonista na composição da musicalidade do povo brasileiro. Do xaxado ao samba, do baião ao xote, passando pelo coco e rojão de Jackson do Pandeiro, sem esquecer do maracatu e do frevo, todos os gêneros típicos do Brasil são liderados pelo batuque. No entanto, em meio a toda essa diversidade, um grupo destaca-se por mostrar um trabalho elaborado ao unir os sons do corpo à dança, promovendo um espetáculo de percussão corporal. Trata-se do Barbatuques, que acaba de lançar o segundo CD, O Seguinte é Esse, e se prepara para entrar em turnê com novo show.

Idealizado pelo músico Fernando Barba, o grupo existe desde 1998 e já se apresentou em boa parte do território nacional e diversos países. Os espetáculos apresentaram boca, pés, mãos e outros membros como fonte acústica, além do mais importante instrumento, a voz. Para Barba, essa união proporciona uma capacidade infinita de modular timbres e freqüências, imitar aparelhos e animais, além de dar vazão à percussão vocal. E destaca: "O corpo é um grande sintetizador sonoro e não fica devendo aos analógicos e digitais". A aprovação do público é inegável. "O Barbatuques me atraiu pela maneira empolgante com que produz a acústica, pelo sincronismo e gingado. É fantástico ver que não necessita de instrumentos convencionais", ressalta a estudante Sheila Spago, que viu a apresentação pela primeira vez em um programa de TV.

Além das performances e de dois álbuns lançados, o grupo promove treinamentos em empresas, estimulando o trabalho em equipe e a comunicação. Outra iniciativa foi criar oficinas para difundir a técnica para Organizações não-governamentais (ONGs) e portadores de deficiências físicas e mentais. "Na nossa visão, independentemente de limitações, idade ou diferentes níveis de conhecimento musical, toda pessoa pode se expressar por meio do corpo, pois essa é uma busca de identidade", explica o músico.

Apesar da pouca divulgação no Brasil, o trabalho é reconhecido internacionalmente. "Várias músicas nossas estiveram em campanhas publicitárias mundiais da Copa do Mundo. Além disso, fizemos colaborações e projetos com artistas da Nova Zelândia, Israel, França e Inglaterra", completa Barba.

 

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