Exame é um importante recurso que pode ser utilizado no diagnóstico de lesões causadas pela prática esportiva
Nunca se ouviu falar tanto em contusões, estiramentos, dores e inflamações como durante a última Copa do Mundo. Várias seleções perderam jogadores importantes devido a lesões. Mas como fazer um diagnóstico preciso a fim de evitar danos? E como praticantes de exercícios podem lidar com esses percalços?
Seja qual for a modalidade escolhida, a prática sem acompanhamento de um profissional de educação física, o excesso de carga ou a realização de atividades fora das posições corretas, além de alongamento malfeito, podem provocar lesões. "Enquanto nos Estados Unidos os esportes que mais causam lesões são o futebol americano e os de inverno, aqui no Brasil o futebol e a corrida são as que mais levam as pessoas ao médico", explica Abdalla Skaf, radiologista especialista na área de Medicina Esportiva e Lesões Ortopédicas e coordenador do grupo de Radiologia Músculo-Esquelético do Fleury.
O joelho, por ser uma articulação que suporta bastante carga, está no topo do ranking das lesões relacionadas à atividade física, principalmente nos casos de entorses, dano no menisco e cartilagem, seguido pelas fraturas de estresse na tíbia (um dos ossos da perna), muito comum entre os corredores, e trauma nos tendões dos ombros, campeã entre os nadadores.
Após o exame clínico, feito pelo ortopedista, dependendo da suspeita, a ressonância magnética pode ser o melhor caminho para o diagnóstico. "Esse procedimento consegue mostrar com maior definição as estruturas que estão dentro das articulações, como ligamentos, menisco e cartilagem", explica Skaf.
Sucessora da radiografia e da tomografia computadorizada, a ressonância magnética foi descoberta em 1985 e não utiliza radiação (raios X), mas um forte campo magnético e ondas de rádio que permitem a visualização de imagens em alta definição.
Um computador controla a onda, a intensidade e o local exato a ser pesquisado. O radiologista, acompanhado por assistentes, define a área a ser observada e o computador exibe na tela órgãos, veias, músculos, articulações e verifica a presença de alguma lesão.
No dia do exame é importante alimentar-se com moderação, tomar remédios normalmente e vestir roupas confortáveis. Ao entrar na sala para realização da análise, o médico pedirá para que se deite em uma cama que desliza para dentro do aparelho. O exame é indolor e o cliente é monitorado todo o tempo no interior do equipamento, que é aberto nas duas extremidades.
No Fleury, além dos aparelhos de última geração, foi adquirido recentemente o Achieva 1.5 Tesla, que tem velocidade oito vezes superior à das ressonâncias convencionais. Desde as paredes da sala, com cantos arredondados, até a iluminação no teto (que troca de cor aleatoriamente) e a incorporação de filmes em DVD e áudio, tudo foi pensado para oferecer um ambiente mais agradável e confortável ao cliente, principalmente aqueles que têm claustrofobia. Outro avanço: a redução de aproximadamente 85% no volume de ruído em comparação ao emitido pelo equipamento convencional.
Depois que o cliente deixa a sala, a equipe de médicos do Fleury analisa todas as imagens e emite o laudo. A entrega também é bastante rápida, no máximo em dois dias é possível retirar o laudo e um CD com cerca de 250 imagens.