Fale com o Fleury
Artigos
Calculadoras
Cursos e Eventos
Dicionário da Saúde
Mitos e Verdades
Podcast
Quiz
Revista Saúde em Dia
Espaço Saúde em Dia
Encontre informações sobre saúde e bem-estar.
    \\ Espaço Saúde em Dia \\ Revista Fleury Saúde em Dia
Cuidado com o mercúrio 
Alterar o tamanho da letra:
 
Publicado em: 12/06/2007  Atualizado em: 01/03/2007
Autor: Thaís Télis

Imprimir | Recomende esta página

O mercúrio, a saúde e o meio ambiente: atenção no dia-a-dia

É preciso estar atento ao mercúrio, um elemento presente no cotidiano das pessoas e que apresenta riscos à saúde

Gotas de mercúrio metálicoBateria de celular, amálgama dentária, lâmpada fluorescente, termômetro analógico e bactericida. Esses itens talvez não despertem a atenção para a preocupação ambiental que tem alarmado países de todo o mundo. Porém, o uso do mercúrio (presente nos exemplos citados) transformou-se, pelo alto grau de toxidade, em pauta emergencial de governos e ONGs. A discussão traduz-se em mudanças nos padrões de produção, consumo e descarte. A intensidade de utilização desse metal rende motivos de sobra para inquietarse: atinge o universo natural e também não poupa a saúde. Ao passo que medidas políticas são providenciadas, driblar o vilão no dia-a-dia tornou-se responsabilidade de todos.

Energia segura

O temor do "apagão", em 2001, fez com que os brasileiros buscassem fontes alternativas e econômicas. O que se viu foi uma substituição em massa de lâmpadas incandescentes por fluorescentes. A medida, que auxiliou nas metas de redução dos gastos, acabou gerando outro contratempo: o descarte seguro dos equipamentos. O risco oferecido por uma única lâmpada, de fato, é quase nulo. Mas ao se considerar os milhões de lâmpadas descartadas no País ao longo de anos, a situação é preocupante.

Indústria especializada na reciclagem de resíduosVale lembrar, porém, que, intacta, a lâmpada não causa danos. A contaminação ocorre apenas quando é partida, liberando vapor de mercúrio (veja box). "A principal barreira é a falta de informação. Muitas pessoas preferem quebrar e jogar os cacos de vidro no lixo comum, correndo o risco de aspirar o vapor de mercúrio. O ideal é reunir grandes quantidades para serem descartadas em locais apropriados", explica o diretor da Divisão de Coleta Seletiva e Ecopontos da Limpurb, da Prefeitura de São Paulo, Fernando Sodré.

A boa notícia é que os paulistanos terão à disposição, em 2007, 14 postos de recolhimento que encaminharão o material para centrais de reaproveitamento.

O compromisso com a reciclagem desses equipamentos alavanca muita discussão na sociedade. Até hoje o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) não deferiu resolução para o tema. Enquanto isso, segundo o gerente de Resíduos Urbanos e de Serviços de Saúde da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental), Marcelo Ribeiro, "em março de 2006, foi instituída a Política Estadual de Resíduos Sólidos de São Paulo que assegura que o Estado fomente ações e ofereça benefícios aos municípios, que são responsáveis pelo serviço de coleta".

Tecnologia limpa

Mesmo tóxico, o mercúrio tem diversas aplicações além das lâmpadas. Na agricultura, é empregado em fungicidas e bactericidas; na mineração, para amalgamar o ouro fino; na medicina, como anti-séptico e em termômetros e aparelhos de medir pressão arterial e atmosférica; na odontologia, como amálgama; além de ser matériaprima na indústria eletrônica, em pilhas e baterias, e química, em especial no cloro-soda.

De acordo com a técnica da Delegacia Regional do Trabalho (DRT), da capital paulista, Cecília Zavariz, a União Européia tem um projeto para que até 2010 o setor industrial substitua o metal nos processos de produção. "Nos equipamentos de medição, a troca deve ser imediata.

Nos Estados Unidos, 20 Estados já eliminaram o uso de instrumentos contendo mercúrio. O mesmo já acontece em mais de 30 hospitais do município de São Paulo", conta Cecília que, desde 2004, está à frente de um programa nacional do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que batalha pela substituição da substância e seus compostos.

A pauta tem contemplado, também, a saúde dos colaboradores. Isso porque expostos ao mercúrio, sofrem, com maior impacto, danos à saúde. Para tanto, a Norma Regulamentadora 15 do MTE estabelece como limite de tolerância no ambiente 0,04 mg do metal por metro cúbico de ar. "O mercúrio pode ser dosado tanto no sangue quanto na urina para a identificação de pessoas expostas e, nessas amostras, a relação dose-efeito é bem conhecida", explica Solange Jeronymo, assessora científica do Núcleo de Toxicologia e Monitorização Terapêutica do Fleury.

Para a profissional, a busca pela qualidade de vida nas indústrias tem sido estratégia de promoção de saúde e não apenas mero cumprimento de questões legais. E completa: "A conscientização do trabalhador tem contribuído para que investimentos sejam feitos com o objetivo de obter mais segurança. Mesmo assim, a informalidade é um desafio que precisa ser enfrentado, assim como a adaptação das normas existentes", ressalta Solange.

Entenda como o corpo reage

A respiração é a principal via de contaminação por mercúrio. Cerca de 80% da substância que atinge o pulmão é absorvida. Além disso, é possível que ocorra absorção cutânea, em especial se houver lesão no local. Ingerir alimentos contaminados também expõe o organismo ao elemento químico. Peixes e frutos do mar são os vetores mais freqüentes.

Como alvo prioritário, aponta-se o sistema nervoso central. Nas intoxicações em longo prazo, destacam-se sintomas como modificações na cavidade oral - gengivite, salivação excessiva e estomatite - e aparecimento de tremores e alterações psicológicas.

Já as intoxicações agudas podem se manifestar por dispnéia, febre, cefaléia, diarréia, cólica abdominal e diminuição da visão.

Fonte: Solange Jeronymo, assessora científica do Núcleo de Toxicologia do Fleury


Fleury: de bem com a natureza

Conscientizar e reciclar. Verbos que, conjugados pelo Fleury, tornam-se palavras de ordem no cotidiano da empresa. E com o mercúrio não seria diferente. Durante o ano é realizada, em todas as unidades de atendimento, a coleta de lâmpadas fluorescentes inutilizadas. No total, cerca de 4 mil são recolhidas e armazenadas em local adequado até a hora do descarte.

Neste momento, elas são enviadas para um centro de reciclagem, no interior de São Paulo. "Primeiro separamos o vidro do alumínio. Depois é removida a poeira fosforosa, rica em mercúrio. O vidro limpo e moído pode ser aplicado em cerâmica. Por fim, um sistema de destilação recupera a substância como mercúrio metálico", detalha o diretor-industrial da Apliquim, Fernando da Silva, responsável pelo tratamento das lâmpadas desde 2002.

Segundo o assessor da área de Qualidade e Meio Ambiente do Fleury, Daniel Périgo, embora não haja regulamentação específica no País, essa é uma adequação que demonstra a política de prevenção de poluição da empresa. "Se temos um compromisso com nosso Sistema de Gestão Ambiental, não há razão para liberar no ambiente algo que, sabidamente, faz mal à saúde", conclui Périgo.

 

Trabalhe conosco Mapa do Site © 2011 Fleury - Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.
Verifique aqui.
Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.