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Fleury inaugura em breve, Em são Paulo, unidade construída com conceito sustentável
O cliente do Fleury Medicina e Saúde que visitar a nova Unidade Rochaverá-Morumbi, a ser inaugurada em breve, será apresentado a um universo novo. A estrutura de espaços amplos, que usa farta iluminação natural, foi concebida e construída a partir de conceitos sustentáveis. Na prática, isso significa uso eficiente de materiais, menor geração de resíduos e menor consumo de energia, com ganhos para usuários e funcionários – e também para o planeta. Trata-se de uma “unidade verde”.
Para transformar numa construção totalmente sustentável os 2 mil m da unidade – espalhados em dois andares do condomínio Rochaverá Corporate Towers, na Avenida das Nações Unidas, ao lado dos Shoppings Morumbi e Market Place –, foi necessária uma verdadeira reengenharia no modo de projetar e construir – da fundação ao acabamento. “A unidade foi construída para ter alto desempenho ambiental, respeitando quatro características principais: reduzir o consumo de energia, minimizar o uso de recursos ambientais não renováveis, melhorar a qualidade do ar interno do edifício e melhorar a qualidade de vida de seus usuários”, explica o arquiteto Antonio Carlos Rodrigues, responsável pelo projeto. Para se tornar oficialmente uma “construção verde”, a unidade está em busca do certificado Leed (Leadership in Energy and Environmental Design), estabelecido pelo US Green Building Council, entidade americana sem fins lucrativos que tem como objetivo estabelecer normas para a construção de edificações sustentáveis.
Os cuidados tiveram início já na fase inicial do projeto. Um exemplo: antes de começar a construção, foi feito um estudo para determinar uma maneira de minimizar a dispersão de poeira proveniente da obra, além da reciclagem dos resíduos. Para o acabamento, foram escolhidos modelos de tinta e verniz que não contêm solventes à base de metais pesados e que, portanto, são menos agressivos ao meio ambiente.

Outro cuidado com materiais: só foi permitido o uso de madeira certificada. Portanto, todas as mesas, biombos e demais elementos que compõem os ambientes evitaram o incentivo ao desflorestamento danoso. Mais uma regra: todo o material usado na unidade é proveniente de regiões que ficam em um raio de até 800 quilômetros de São Paulo. A medida pretendeu evitar a emissão de CO2 e o consumo desnecessário de combustível nas viagens de transporte. O usuário da unidade pode não perceber esses detalhes, mas eles estão lá, trabalhando a seu favor.
O lado mais visível da unidade sustentável é igualmente importante. O projeto foi feito de tal forma que facilita as trocas de ar entre o interior e o exterior da edificação – melhorando a qualidade do ar respirado. O sistema de ar-condicionado optou por modelos livres de CFC – gás que destrói a camada de ozônio – e possibilita ainda uma economia de 20% no consumo de energia. Outro cuidado contra o desperdício foi tomado na escolha das luminárias: optou-se pelos modelos de máxima eficiência, abrindo mão de outros que desperdiçam luz. As vidraças de grandes dimensões facilitam entrada de luz natural, e as persianas escolhidas ajudam a refletir o calor externo. Os ambientes de longa permanência foram colocados próximos às janelas, para aproveitar ao máximo a iluminação natural e oferecer melhor qualidade de vida a usuários e funcionários.
Uma surpresa estará nos banheiros. De forma inédita, será usado um vaso sanitário com caixa acoplada que é acionado por meio de dois botões: um deles, para resíduo líquido, utiliza 3 litros de água para a limpeza; o outro, para sólidos, usa 6 litros. Mais eficiência, com menor volume de água usado.
“A unidade sustentável é uma aplicação prática do desdobramento da nossa política de sustentabilidade”, avalia Daniel Marques Périgo, gerente corporativo de sustentabilidade do Fleury Medicina e Saúde. Nesse sentido, entre outras medidas, a empresa adotou o uso do papel reciclável em todas as suas atividades, além de reduzir seguidamente o consumo do material em 2006 (6,1%) e 2007 (5,6%). No dia-a-dia, para manter viva a prática sustentável na Unidade Rochaverá-Morumbi, os funcionários que trabalharão no local passarão por um treinamento específico. O aprendizado pretende ajudá-los a explorar ao máximo o potencial de um projeto com essas características: “Os colaboradores também precisam ter o pensamento voltado às questões da sustentabilidade”, diz Périgo.
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