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Teste Genético para a Síndrome Hereditária de Câncer de Mama e Ovário 
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Publicado em: 04/10/2007  Atualizado em: 01/05/2002

Portadores de mutações nos genes BRCA possuem um risco de até 93% de desenvolver câncer

• Até 87% de risco de câncer de mama ao longo da vida.

° Até 50% de risco aos 50 anos.

• Até 44% de risco de câncer de ovário ao longo da vida.

• Portadores de mutações já diagnosticados com câncer têm um risco aumentado de desenvolver um segundo câncer.

° Até 20% de risco de um segundo câncer dentro de cinco anos do diagnóstico inicial.

° 16% de risco de câncer de ovário após o câncer de mama.

  Câncer de Mama Câncer de Ovário
Aos 50 anos
Com mutação em BRCA

33 - 50%

-

População em geral

2%

-

Aos 70 anos
Com mutação em BRCA

56 - 87%

27 - 44%

População em geral

7%

< 2%


Riscos de câncer por idade.

Etapas para reduzir risco e prevenir o câncer

Investigação clínica detalhada.

• Auto-exame mensal de mamas, iniciando entre 18 e 21 anos, e exame clínico anual ou semestral de mamas, iniciando entre 25 e 35 anos.
• Mamografia anual, iniciando entre 25 e 35 anos.
• Ultra-som transvaginal anual ou semestral e dosagem de CA-125 para detecção de câncer de ovário, iniciando entre 25 e 35 anos.

Quimioprevenção

• Drogas como tamoxifeno reduzem consideravelmente o risco de câncer de mama em mulheres com mutações nos genes BRCA.
• Contraceptivos orais têm sido associados com uma redução de 50% a 60% do risco de câncer de ovário em mulheres com mutações nos genes BRCA.

Cirurgias profiláticas

• Mastectomia preventiva reduz o risco de câncer de mama em pelo menos 90% em mulheres com mutações nos genes BRCA.
• Remoção preventiva dos ovários reduz significativamente o risco de câncer de ovário e também de câncer de mama, em mulheres com mutações nos genes BRCA.

O teste genético é a chave para um diagnóstico acurado

História Familiar não é o suficiente.
Adaptado com permissão de Ponder B: Genetic Testing for Cancer Risk.
Science 278:1050-1054, ã1997 American Association for the Advancement of Science

BRACAnalysis® é o único teste clínico disponível para diagnosticar estes pacientes

• BRACAnalysis® é o teste "gold standard" em diagnóstico genético.
• Permite a análise completa, incluindo todos os exons e as junções intron-exon dos genes BRCA1 e BRCA2 por seqüenciamento de DNA.
• Inclui análise de cinco grandes rearranjos genômicos identificados recentemente no gene BRCA1.

BRACAnalysis® é confidencial.

• O resultado do teste é liberado apenas para o paciente ou para o médico solicitante, mediante autorização do paciente.

Cinco etapas para o acompanhamento clínico pró-ativo

1. Identificar pacientes e familiares que devem ser testados

• Indivíduos com uma história pessoal ou familiar de câncer de mama antes dos 50 anos ou câncer de ovário em qualquer idade.
• Indivíduos com dois ou mais diagnósticos primários de câncer de mama e/ou ovário.
• Indivíduos descendentes de Judeus Asquenazim com história pessoal ou familiar de câncer de mama antes dos 50 anos ou de ovário em qualquer idade.
• Câncer de mama em homens.

2. Encaminhar os pacientes em risco para discutir os testes genéticos

• O Fleury – Centro de Medicina Diagnóstica oferece aconselhamento genético pré e pós-teste.
• O Fleury oferece suporte técnico-científico por meio de sua assessoria diagnóstica.
• O Fleury torna disponível para assessoria diagnóstica o e-mail: genetica.molecular@fleury.com.br.

3 .Contatar o serviço de consultoria em câncer hereditário

Grande São Paulo: (11) 3179 0822
Outras localidades: 0800 704 0822

4. Coletar e enviar amostras dos pacientes

• Obter consentimento informado.
• Preencher o formulário de requisição do teste.
• Coletar 7ml de sangue usando o kit BRACAnalysis® de coleta e transporte.

5. Discutir os resultados dos testes e as etapas seguintes com o pacientes.

• Os resultados dos testes estão disponíveis em quatro semanas.
• É recomendado retirar o resultado pessoalmente.
• O Fleury – Centro de Medicina Diagnóstica fornece resultado com relatório interpretativo.

A síndrome de câncer hereditário de mama e ovário não é diagnosticada apropriadamente

• BRCA1 e BRCA2 são os principais genes responsáveis por esta síndrome.
• 1 em cada 500 pessoas é portadora de mutação nestes genes.
• 1 em cada 40 pessoas descendentes de Judeus Asquenazim é portadora de mutação.
• Pacientes com mais de 10% de chance de ser portador de uma mutação são candidatos ao teste genético.
• O modelo de Gail não permite identificar adequadamente os candidatos ao teste.
• Um teste genético está disponível para identificar com acurácia os portadores de mutações.

Referências

1. Coughlin SS, et al. BRCA1 and BRCA2 gene mutations and risk of breast cancer. Public health perspectives.Am J Prev Med. 1999. 16(2):91-98.
2. Struewing JP, et al. The risk of cancer associated with specific mutations of BRCA1 and BRCA2 among Ashkenazi Jews.N Engl J Med. 1997. 336:1401-1408.
3. Statement of the American Society of Clinical Oncology: Genetic Testing for Cancer Susceptibility. J Clin Oncol. 1996. 14(5):1730-1736.
4. Costantino, J, Gail MH, et al. Validation studies for models projecting the risk of invasive and total breast cancer incidence. J Natl Cancer Inst. 1999. 91(18):1541-1548.
5. Ford D, et al. Genetic heterogeneity and penetrance analysis of the BRCA1 and BRCA2 genes in breast cancer families.Am J Hum Genet. 1998. 62:676-689.
6. Easton DF, et al. Breast and ovarian cancer incidence in BRCA1-mutation carriers. Am J Hum Genet. 1995. 56:265-271.
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8. Verhoog LC, et al. Survival and tumour characteristics of breast cancer patients with germline mutations of BRCA1. Lancet. 1998. 351:316-321.
9. The Breast Cancer Linkage Consortium: Cancer risks in BRCA2-mutation carriers. J Natl Cancer Inst. 1999. 91:1310-1316.
10. Burke W, et al. Recommendations for follow-up care of individuals with an inherited predisposition to cancer. II BRCA1 and BRCA2. JAMA. 1997. 277:997-1003.
11. Narod SA, et al. Tamoxifen and risk of contralateral breast cancer in BRCA1 and BRCA2 mutation carriers: a case-control study. Lancet.2000. 356:1876-1881.
12. Narod SA, et al. Oral contraceptives and the risk of hereditary ovarian cancer. N Engl J Med. 1998. 339:424-428.
13. Hartman LC, et al. Bilateral prophylactic mastectomy (PM) in BRCA1/2 mutation carriers.Proc Am Assoc Ca Res. 2000. 41:222-223.
14. Rebbeck TR, et al. Breast cancer risk after bilateral prophylactic oophorectomy in BRCA1 carriers. J Natl Cancer Inst. 1999. 91(17):1475-1479.
15. Ponder B (1997) Genetic testing for cancer risk.Science. 278:1050-1056.

 

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