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Nódulo paratraqueal: como investigar?

Atualizado em: 1/2/2007
Autor: Victor Andrade

O caso

• Paciente do sexo feminino, 51 anos, com nódulo indolor em região paratraqueal direita, afastado e destacado da tiróide.

Os exames

 • O ultra-som mostrou uma imagem hipoecogênica abaixo do pólo inferior do lobo direito da tiróide, medindo 1,0 X 0,9 X 0,8 cm.

• De acordo com a análise citológica, feita em fragmento obtido por punção guiada, o nódulo era constituído por substância proteínica espessa, células epiteliais sem atipias e esparsos macrófagos.

Material proteínico espesso (colóide) Agrupamento plano de células foliculares sem atipias e macrófago isolado)

• Foram, então, realizadas dosagens da molécula intacta do paratormônio (PTH) e de tiroglubina no lavado da agulha, que tiveram, respectivamente, os valores de 3 pg/ml (VR até 20 pg/mL) e de 220 ng/ml (VR até 40 ng/mL).

• Pela topografia, o nódulo poderia ser um linfonodo ou estruturas ectópicas originárias da tiróide ou da paratiróide. A presença de células epiteliais com abundante substância proteínica e a ausência de linfócitos afastaram a hipótese de o objeto da investigação ser um linfonodo. Por sua vez, os baixos níveis de PTH descartaram a possibilidade de se tratar de uma formação nodular da paratiróide.

A conclusão

• O conjunto de aspectos de imagem ultra-sonográfica, citologia e dosagens laboratoriais apontou características sugestivas de um nódulo tiroidiano benigno hiperplásico ectópico.



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