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Osteoporose em mulher de 71 anos. Até onde investigar?

Atualizado em: 01/03/2005
Autor: Cynthia M. A. Brandão

Causas secundárias da perda de massa óssea podem ser a chave do diagnóstico.

O caso

Uma senhora de 71 anos realizou densitometria óssea de rotina em abril de 2003, na qual foi detectada diminuição da massa óssea. A investigação complementar mostrou alterações laboratoriais compatíveis com osteomalacia secundária à doença celíaca. A partir dessa época, a paciente iniciou tratamento com dieta sem glúten, suplementação de cálcio e vitamina D. Após 16 meses de terapêutica, ela tinha 8 kg a mais e um acentuado aumento dos valores da densidade óssea, conforme mostra o quadro abaixo.

Leia mais sobre o diagnóstico de doença celíaca

A discussão

Duas considerações merecem ser feitas. A primeira é a importância da pesquisa de causas secundárias de osteoporose, mesmo em idosas, já que cerca de 30% das mulheres osteoporóticas apresentam uma condição clínica que justifica a perda óssea e que pode ser eventualmente tratada. A paciente do caso em questão, mesmo sem ter recebido tratamento específico para osteoporose, evidenciou uma impressionante melhora da massa óssea graças à reversão do quadro de mal-absorção, obtida com a restrição ao glúten. A segunda observação é a de que a densitometria óssea não diferencia osteoporose (diminuição da massa óssea e deterioração de sua microarquitetura) de osteomalacia (déficit de mineralização). Portanto, a avaliação dos níveis plasmáticos de cálcio, fósforo e fosfatase alcalina faz parte da investigação diagnóstica inicial de todos os pacientes com osteoporose.

Os resultados após o tratamento
Densitometria óssea Abril 2003 Agosto 2004 Variação
 

BMD g/cm²

T-score d.p.

BMD g/cm²

T-score d.p

 
L1-L4

0,622

-4,8

1,046

-1,1

+68%

Colo direito

0,622

-3,0

0,791

-1,6

+27%

Colo esquerdo

0,608

-3,1

0,814

-1,4

+34%



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