A análise do DNA ou do RNA para detectar alterações que justifiquem a ocorrência de determinado quadro clínico pode ser feita através de técnicas de genética molecular. Tendo em vista que é cada vez maior o número de condições que podem ser diagnosticadas desta forma, aumentam também as possibilidades de seu uso na clínica. Em tese, é possível a confirmação diagnóstica por meio do estudo do material genético em toda a doença que já teve seu gene identificado. Na prática, no entanto, existem algumas limitações que reduzem a sua disponibilidade, ou tornam a análise muito onerosa. Entre elas, temos:
• Grande diversidade de mutações;
• Grandes dimensões do gene, o que dificulta busca de mutações;
• Heterogeneidade genética, ou seja, certas doenças podem ser determinadas por mutação em mais de um gene.
Algumas condições facilitam a realização do diagnóstico molecular e o tornam custo-efetivo (Tabela 1), tais como:
• Existência de uma mutação muito freqüente, ou de um único mecanismo mutacional;
• Dimensões pequenas do gene e/ou pequeno número de mutações patogênicas.
É muito provável que no futuro, o número de doenças que passíveis de terem seu diagnóstico confirmado por meio de técnicas moleculares, aumente muito, especialmente, graças ao desenvolvimento de técnicas mais rápidas e baratas de rastreamento de mutações e de sequenciamento.
Alguns testes genéticos só podem ser realizados após aconselhamento genético, tendo em vista as nuances envolvidas com a informação genética e o impacto que o diagnóstico pode ter sobre o indivíduo e sua família. Caso necessite de alguma informação adicional, por favor, contate: genetica.molecular@fleury.com.br.
| Tabela 1. Doenças para as quais o diagnóstico molecular está bem estabelecido e disponível para a prática clínica. |
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A. Aumento ou redução de seqüências repetidas de nucleotídeos (mutações dinâmicas) |
a. Doença de Huntington b. Ataxias espinocerebelares (SCA1, SCA2, SCA3/Doença de Machado-Joseph), SCA5 e SCA7) c. Doença de Kennedy d. Distrofia miotônica de Steinert e. Atrofia dentato-rubro-palido-luysiana (DRPLA) f. Ataxia de Friedreich g. Síndrome do X-frágil h. Atrofia fáscio-escápulo-umeral i. Mioclonia báltica (D. de Unverricht-Lundborg) |
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B. Deleção ou inserção de grandes fragmentos de DNA |
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a. Amiotrofia espinal infantil b. Distrofia muscular de Duchenne/Becker c. Lipofuscinose-ceróide, forma juvenil d. Neuropatia hereditária de Charcot-Marie-Tooth tipo 1-A |
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C. Alteração do imprinting genômico |
a. Síndrome de Prader-Willi b. Síndrome de Angelman |
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D. Alta freqüência de uma ou de poucas mutações de ponto |
a. Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCAD) b. Doença de Gaucher (forma visceral) c. Doença de Tay-Sachs, forma infantil d. Galactosemia por deficiência de galactose-1-fosfato uridiltransferase e. Neuropatia amilóide familiar |
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E. Gene de pequenas dimensões |
| a. Síndrome de Rett (gene MeCP2) |