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Genética molecular 
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Publicado em: 27/08/2007   
Autor: Assessores médicos em Neurodiagnósticos

A análise do DNA ou do RNA para detectar alterações que justifiquem a ocorrência de determinado quadro clínico pode ser feita através de técnicas de genética molecular. Tendo em vista que é cada vez maior o número de condições que podem ser diagnosticadas desta forma, aumentam também as possibilidades de seu uso na clínica. Em tese, é possível a confirmação diagnóstica por meio do estudo do material genético em toda a doença que já teve seu gene identificado. Na prática, no entanto, existem algumas limitações que reduzem a sua disponibilidade, ou tornam a análise muito onerosa. Entre elas, temos:
• Grande diversidade de mutações;
• Grandes dimensões do gene, o que dificulta busca de mutações;
• Heterogeneidade genética, ou seja, certas doenças podem ser determinadas por mutação em mais de um gene.

Algumas condições facilitam a realização do diagnóstico molecular e o tornam custo-efetivo (Tabela 1), tais como:
• Existência de uma mutação muito freqüente, ou de um único mecanismo mutacional;
• Dimensões pequenas do gene e/ou pequeno número de mutações patogênicas.

É muito provável que no futuro, o número de doenças que passíveis de terem seu diagnóstico confirmado por meio de técnicas moleculares, aumente muito, especialmente, graças ao desenvolvimento de técnicas mais rápidas e baratas de rastreamento de mutações e de sequenciamento.

Alguns testes genéticos só podem ser realizados após aconselhamento genético, tendo em vista as nuances envolvidas com a informação genética e o impacto que o diagnóstico pode ter sobre o indivíduo e sua família. Caso necessite de alguma informação adicional, por favor, contate: genetica.molecular@fleury.com.br.

Tabela 1. Doenças para as quais o diagnóstico molecular está bem estabelecido e disponível para a prática clínica.

A. Aumento ou redução de seqüências repetidas de nucleotídeos (mutações dinâmicas)

   a. Doença de Huntington
   b. Ataxias espinocerebelares (SCA1, SCA2, SCA3/Doença de Machado-Joseph), SCA5 e SCA7)
   c. Doença de Kennedy
   d. Distrofia miotônica de Steinert
   e. Atrofia dentato-rubro-palido-luysiana (DRPLA)
   f. Ataxia de Friedreich
   g. Síndrome do X-frágil
   h. Atrofia fáscio-escápulo-umeral
   i. Mioclonia báltica (D. de Unverricht-Lundborg)

B. Deleção ou inserção de grandes fragmentos de DNA

   a. Amiotrofia espinal infantil
   b. Distrofia muscular de Duchenne/Becker
   c. Lipofuscinose-ceróide, forma juvenil
   d. Neuropatia hereditária de Charcot-Marie-Tooth tipo 1-A

C. Alteração do imprinting genômico

   a. Síndrome de Prader-Willi
   b. Síndrome de Angelman

D. Alta freqüência de uma ou de poucas mutações de ponto

   a. Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCAD)
   b. Doença de Gaucher (forma visceral)
   c. Doença de Tay-Sachs, forma infantil
   d. Galactosemia por deficiência de galactose-1-fosfato uridiltransferase
   e. Neuropatia amilóide familiar

E. Gene de pequenas dimensões

   a. Síndrome de Rett (gene MeCP2)

 

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