Fale com o Fleury
Artigos
Aulas Multimídia
Boletim Medicina e Saúde
Calculadoras
Casos Clínicos
Cursos e Eventos
Podcast
Quiz
Revista EBM
Roteiros Diagnósticos
Espaço Medicina e Saúde
Encontre informações atualizadas sobre medicina.
    \\ Espaço Medicina e Saúde \\ Boletim Medicina e Saúde
Creatinoquinase nas alturas? Pode ser apenas um efeito dos exercícios físicos 
Alterar o tamanho da letra:
 
Publicado em: 31/08/2009   

Imprimir | Recomende esta página

Antes de pensar numa doença neuromuscular, vale lembrar que a CPK total também se eleva com a prática de atividade esportiva.

Aquele paciente sedentário finalmente aderiu a um programa de condicionamento físico? Não se assuste com os resultados da próxima avaliação laboratorial que ele fizer. A prática de exercícios pode induzir a elevação das atividades enzimáticas da creatinoquinase (CPK total), desidrogenase láctica (DHL), aldolase e aspartato aminotransferase (AST ou TGO), além da mioglobina. O grau de aumento varia entre as pessoas, além de ser dependente de sexo, raça, condicionamento físico individual e, sobretudo, da duração e da intensidade do treinamento. A CPK total se eleva poucas horas após o exercício, atingindo valores aumentados depois de um a quatro dias e queda gradativa após cerca de três a oito dias. No entanto, se a atividade física é praticada de forma continuada, essa enzima se mantém persistentemente elevada. Quando a intensidade do treinamento está adequada à capacidade metabólica do tecido muscular, há uma pequena mudança na permeabilidade da membrana dessa célula. Se, contudo, a intensidade supera tal capacidade, a permeabilidade da membrana aumenta sobremaneira, resultando na liberação da CPK do meio intracelular para a circulação. Níveis extremos de atividade física podem causar um dano à estrutura contrátil do músculo, com consequente aumento exuberante da CPK no sangue. O fato é que a lise das células musculoesqueléticas resulta em níveis séricos muito elevados de enzimas e proteínas musculares nos dias subsequentes ao exercício, os quais, entretanto, decaem com o repouso, sem esbarrar na função renal. Um estudo do Departamento de Ciência do Exercício da Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos, demonstrou ausência de comprometimento nos rins ao medir a atividade da CPK total e a concentração de mioglobina em 203 indivíduos submetidos a esforços musculares intensos. Quatro dias após o treinamento, observou-se elevação acentuada desses marcadores em todos os voluntários, com aumento da mioglobina acima de 1.000% e da CPK acima de 6.000% em relação aos valores de base. Passados dez dias do exercício, porém, foram encontrados níveis próximos aos obtidos na dosagem basal. Apesar das alterações pronunciadas, nenhum participante do estudo apresentou mioglobinúria nem alteração significativa na função renal.

 

Trabalhe conosco Mapa do Site © 2011 Fleury - Todos os Direitos Reservados | Política de Privacidade Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.
Verifique aqui.
Nós seguimos o código de ética para sites de saúde HONcode.