Todos os métodos disponíveis oferecem alguma contribuição no diagnóstico de lesões por sobrecarga, dos clássicos raios X à ressonância magnética.
A avaliação por imagem possibilita a descoberta de sinais precoces de sobrecarga no sistema musculoesquelético e também confirma casos clinicamente suspeitos. Entre os métodos disponíveis para essa finalidade, a radiografia pode demonstrar alterações ósseas, como fraturas de estresse, e evidenciar aspectos constitucionais que favoreçam desequilíbrio na distribuição de carga e, consequentemente, levem a uma maior suscetibilidade em algumas áreas, como ocorre, por exemplo, com pés planos ou valgos. Por sua vez, a ultrassonografia tem utilidade na análise de lesões tendíneas ou musculares, de neuropatias compressivas e de bursites, embora seja menos sensível para apontar lesões ósseas. Em tais casos, o estudo tomográfico computadorizado é o que melhor define a extensão do traço de fratura. Por fim, a ressonância magnética apresenta grande sensibilidade para a demonstração de praticamente todas as estruturas musculoesqueléticas, conseguindo exibir fases iniciais de alterações por estresse, como o edema ósseo que precede a formação do traço de fratura e quadros de periostite, peritendinite ou tenossinovite. Com isso, o recurso permite um tratamento mais precoce dos problemas diagnosticados e igualmente a correção de possíveis erros de treinamento ou de gesto esportivo, reduzindo as chances de evolução para lesões mais graves.
 |
| Ressonância magnética (RM) demonstra fases iniciais de estresse ósseo tibial, com evidência de edema ósseo (seta vermelha) e periostite (seta amarela) antes da definição do traço de fratura. |
 |
| O que mostram as imagens do sistema musculoesquelético |
| • Radiografia |
• Alterações ósseas e aspectos constitucionais |
| • Ultrassonografia |
• Lesões tendíneas, musculares, neuropatias compressivas e bursites |
| • Tomografia computadorizada |
• Extensão de fraturas ósseas |
| • Ressonância magnética |
• Alterações precoces em todas as estruturas musculoesqueléticas |