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Terapia fotodinâmica trata alguns tipos de câncer de pele de forma minimamente invasiva 
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Publicado em: 09/11/2009   

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O procedimento usa uma substância fotossensibilizante para destruir células malignas e pré-malignas, com mínimo prejuízo do tecido são.

Com o desenvolvimento tecnológico, a cirurgia deixou de reinar absoluta como o único meio de combater um câncer de pele não melanoma ou mesmo uma lesão pré-cancerígena.

A terapia fotodinâmica nasceu na brecha deixada pelas abordagens convencionais e invasivas, constituindo-se em uma opção moderna e efetiva para o tratamento de queratoses actínicas, de carcinomas basocelulares superficiais ou nodulares de até dois milímetros de espessura e da doença de Bowen. Só não é indicada para a abordagem de tumores mais agressivos, como melanomas, carcinomas espinocelulares invasivos ou carcinomas basocelulares esclerodermiformes.

Queratose actínica antes e após três meses da terapia fotodinâmica: na imagem central, a substância fotossensibilizante age sobre as células doentes durante exposição à luz.

O procedimento destrói as células neoplásicas sem necessidade de intervenções cirúrgicas, obtendo índices de cura semelhantes aos conseguidos com métodos tradicionais, mas sem deixar cicatrizes. O número de aplicações da terapia varia conforme a lesão tratada. As queratoses são eliminadas numa única oportunidade. Já os carcinomas basocelulares e a doença de Bowen demandam de duas a três sessões.

Tratamento dinâmico, sem cortes nem pontos
1) A área a ser tratada recebe uma camada de um produto cremoso à base de ácido metilaminolevulínico, a substância fotossensibilizante que é a base desse tratamento. O local permanece coberto por três horas com um curativo oclusivo e à prova de luz.

2) Passado esse período, durante o qual as células-alvo da terapia absorvem mais intensamente a pomada do que as demais células, a região fica exposta por oito minutos a uma fonte luminosa avermelhada, conhecida como LED, sigla em inglês para diodo emissor de luz.

3) A exposição causa uma reação fotoquímica que leva o agente fotossensibilizante a gerar moléculas tóxicas – radicais livres de oxigênio – nas células alteradas, destruindo-as e, assim, eliminando as lesões a que deram origem.

 

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