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Risco de sofrimento fetal pode ser previsto com avaliação da vitalidade do bebê 
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Publicado em: 14/12/2009   

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Cardiotocografia, perfil biofísico e dopplervelocimetria estão entre os exames usados para diagnosticar precocemente os distúrbios de oxigenação nos casos indicados.

O desenvolvimento tecnológico das últimas décadas possibilitou imensas mudanças na propedêutica materno-fetal, melhorando o prognóstico sobretudo das gestações de alto risco. Os meios de avaliação da vitalidade do feto incluem basicamente os recursos clínicos tradicionais, além de procedimentos específicos como a cardiotocografia, o perfil biofísico fetal e a dopplervelocimetria.

Os métodos clínicos são utilizados rotineiramente no seguimento pré-natal de qualquer gravidez, enquanto os demais exames têm indicação nas situações de maior chance de distúrbios da oxigenação e consequente sofrimento fetal. Em tais casos, resultados normais da avaliação, associados ao bom controle materno, asseguram a continuidade da gestação.

Já resultados anormais, mesmo com acompanhamento adequado, devem levar o obstetra a pensar nos riscos de danos fetais por hipoxia ou por prematuridade e, portanto, na possibilidade de antecipação do parto. Veja, a seguir, o papel de cada exame de avaliação da vitalidade fetal.

Cardiotocografia - No compasso do coração do feto

O método avalia o comportamento da frequência cardíaca fetal em relação ao tempo e à ocorrência de movimentação do feto e de contrações uterinas. Por sua elevada sensibilidade e seu alto valor preditivo negativo, constitui ferramenta de amplo uso, até mesmo intraparto.

Para reduzir os resultados falso-positivos, a cardiotocografia tem a modalidade computadorizada, que inclui a análise da microvariabilidade da frequência cardíaca, ou variação de curto prazo, do inglês short-term variation, impossível de ser medida no exame convencional, que é visual. Na ausência dos chamados episódios de alta variação da frequência cardíaca, o cálculo das oscilações de curto prazo independe dos batimentos cardíacos basais e se correlaciona com o desenvolvimento de acidose metabólica e até com óbito intrauterino.

Nesse aspecto reside justamente o grande valor da variação de curto prazo, uma vez que se trata de um critério que reflete o bem-estar fetal.

Perfil biofísico fetal - As primeiras notas do bebê

O exame estuda as atividades biofísicas fetais por meio da avaliação de cinco parâmetros: frequência cardíaca, movimentos corpóreos, movimentos respiratórios, tônus e volume de líquido amniótico. Os quatro primeiros são marcadores agudos de sofrimento fetal, uma vez que se alteram rapidamente na ocorrência de hipoxia, enquanto o líquido amniótico indica sofrimento crônico do feto.

Cada variável recebe nota 2, se estiver normal, e nota 0, se estiver alterada, o que faz o resultado se enquadrar na faixa de 0 a 10. De modo geral, perfis normais obtêm nota 8 ou 10, representando baixo risco de asfixia aguda e crônica, desde que o índice de liquido amniótico esteja inalterado, e pedem uma abordagem conservadora da gestação.

É importante frisar que, em caso de notas menores que 8, a conduta precisa levar também em conta a idade gestacional, o risco de óbito fetal e até as condições maternas.

Dopplervelocimetria - O caminho do sangue na placenta

O recurso analisa os fluxos sanguíneos em território materno e fetal e permite a avaliação da hemodinâmica placentária tanto nas faces da mãe quanto do feto. Decorridas cerca de duas décadas de seu uso, esse método consolidou-se como o melhor para a avaliação prática da placentação e tornou-se imprescindível para a vigilância de gestações com risco de desenvolvimento de insuficiência placentária, seja na triagem, seja na quantificação e no acompanhamento dos casos.

O exame avalia as artérias uterinas, as artérias umbilicais, a artéria cerebral média e o ducto venoso, com base em curvas de normalidade para cada vaso em relação à idade gestacional.

Assessora médica: Dra. Luciana Carla Longo e Pereira

Clique aqui para ler a íntegra deste texto

 

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