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Anticorpos contra o receptor de acetilcolina no diagnóstico de miastenia gravis 
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Publicado em: 02/10/2007  Atualizado em: 02/09/2007

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Bastante específico, o exame se mostra positivo em 85% dos portadores da doença.

A miastenia gravis (MG) é uma condição em que ocorre alteração da função da placa motora, justamente o local em que a terminação nervosa libera a acetilcolina (ACh), o neurotransmissor responsável pela contração muscular. As manifestações clínicas da doença são habitualmente mais intensas no território inervado pelos nervos cranianos e tendem a se intensificar ao longo do dia ou após esforços físicos.

Na maior parte das vezes, a MG tem origem auto-imune e, em geral, decorre da presença de anticorpos contra o receptor de ACh da placa motora, os quais, estima-se, são detectáveis em 85% dos portadores. Além de ter utilidade no diagnóstico da MG, a dosagem seqüencial de tais anticorpos serve para a monitoração terapêutica dos pacientes, uma vez que os níveis desses marcadores freqüentemente diminuem quando a doença entra em remissão. A eletroneuromiografia é outro exame que contribui para diagnosticar a MG, uma vez que mostra um decremento da ativação muscular maior que 10% durante a estimulação elétrica repetitiva.

Convém lembrar que, quando a pesquisa de anticorpos contra o receptor de ACh é positiva, a investigação de timoma torna-se mandatória, devendo ser feita pela tomografia computadorizada de tórax. A possibilidade da existência desse tumor é igualmente reforçada pela presença de anticorpos contra o músculo estriado.

Manifestações clínicas mais freqüentes na miastenia gravis

- Fraqueza muscular
- Disfagia
- Disfonia
- Ptose palpebral
- Dispnéia
- Paralisia dos movimentos oculares


Ficha técnica do exame

- Nome - Pesquisa de anticorpos contra o receptor de acetilcolina
- Método - Imunoprecipitação
- Sensibilidade - 85%
- Especificidade - 100%


Clínica e eletroneuromiografia sugestivas de miastenia, com ausência de anticorpos contra o receptor de acetilcolina. O que mais investigar?

Recentemente, identificou-se uma outra classe de auto-anticorpos conhecida como anti-MuSK, sigla de tirosinoquinase específica de músculo esquelético. Tais marcadores estão presentes em 50% dos casos de miastenia gravis que não apresentam anticorpos contra o receptor de acetilcolina. O Fleury também oferece esse recurso adicional, que deve ser considerado na investigação de casos especiais.


Assessoria a Médicos

Dr. Fernando Kok
E-mail: fernando.kok@fleury.com.br

Dr. Luis Eduardo Coelho Andrade
E-mail: luis.andrade@fleury.com.br

 

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