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Pesquisa de duplicação interna do gene FLT3 em portadores de leucemia mielóide aguda 
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Publicado em: 02/10/2007  Atualizado em: 02/09/2007

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A presença da alteração se associa à doença de pior prognóstico.

A leucemia mielóide aguda (LMA) constitui-se em um grupo heterogêneo de neoplasias malignas, caracterizadas por proliferação descontrolada de células precursoras hematopoéticas clonais. Para sua caracterização, o mielograma, a imunofenotipagem e o cariótipo da medula óssea já são instrumentos consagrados, fornecendo resultados que contribuem para o diagnóstico, para a estratificação de risco e para a orientação terapêutica. Contudo, cerca de 20% a 30% dos casos de LMA possuem ativação constitutiva na FLT3, uma das proteínas-chave do controle de proliferação celular.

Leia mais sobre a DIT/FLT3.

O mecanismo molecular que mais freqüentemente determina essa alteração é a presença de duplicação interna em tandem (DIT) nogene FLT3, a chamada DIT/FLT3. Quando isso ocorre, a leucemia tem pior prognóstico e exige adequação do tratamento para contemplar tal variável. A pesquisa da duplicação interna no gene FLT3 é particularmente importante nos portadores de leucemia promielocítica aguda e nos casos em que o cariótipo se mostra normal, colaborando sobremaneira para a definição prognóstica da doença.

Saiba mais sobre o receptor FLT3

O FLT3, sigla em inglês de FMS-like tyrosine kinase-3, é um receptor com atividade tirosinoquinase que se expressa em células precursoras hematopoéticas e desaparece conforme essas células se diferenciam. Tem importante papel na sobrevida, na proliferação e na diferenciação celular, uma vez que possui uma região intracitoplasmática com um domínio capaz de fosforilar resíduos de tirosina de proteínas envolvidas no controle do ciclo de vida das células. Quando o gene FLT3 sofre a mutação por DIT, dá origem a um produto final modificado, ou seja, gera um receptor FLT3 com alterações em sua estrutura - mais precisamente um aumento de sua porção justamembrana. Com isso, o domínio tirosinoquinase fica permanentemente ativado, o que acarreta a proliferação descontrolada das células mielóides.

Diagnóstico de Leucemia Mielóide Aguda

Ficha técnica do exame

Nome - Detecção da duplicação interna em tandem do gene FLT3
Técnica - Reação em cadeia da polimerase (PCR) em tempo real
Material - Preferencialmente medula óssea
Indicação - Portadores de leucemia mielóide aguda, independentemente do resultado do cariótipo e de outros marcadores


ASSESSORIA MÉDICA

Dr. Edgar Rizzatti
E-mail: edgar.rizzatti@fleury.com.br

Dr. Fernando Lopes Alberto
E-mail: fernando.alberto@fleury.com.br

Dra. Maria de Lourdes Chauffaille
E-mail: mlourdes.chauffaille@fleury.com.br

 

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