Taxa global de infecção hospitalar do Fleury Hospital-Dia não chega a 1%
Em 17 meses de funcionamento, a instituição registrou apenas três casos de infecção do sítio cirúrgico.

O risco reduzido de infecção hospitalar em ambiente de hospital-dia, já reconhecido pela comunidade científica, agora está quantitativamente demonstrado no Fleury Hospital-Dia. O Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) da instituição avaliou os procedimentos realizados de agosto de 2005 a dezembro de 2006 e constatou que, entre as 444 intervenções elegíveis para a vigilância de infecção de sítio cirúrgico (ISC) que ocorreram nesse período, houve apenas três casos de ISC - dois em cirurgias ortopédicas e um em cirurgia bucomaxilar -, o que equivale a um índice global de infecção de sítio cirúrgico de 0,7%. Embora não haja dados nacionais para comparação, esse percentual segue as taxas estimadas pelo Centers for Disease Control and Prevention (CDC) para ISC em procedimentos com ferida operatória limpa, que ficam entre 1% e 5%. Evidentemente, a natureza das atividades do Fleury Hospital-Dia contribui para esses resultados: as intervenções ali efetuadas são todas eletivas, a maioria tem ferida operatória limpa (89,8% em 2006) e não usa implantes (70,8% em 2006) e mais da metade dos pacientes apresenta boas condições clínicas, ou seja, é considerada ASA I pelos critérios da Sociedade Americana de Anestesiologia - embora exista uma tendência de crescimento do número de pessoas classificadas como ASA 2, que passou de 14,7%, em 2005, para 29,4%, em 2006. O fato é que o índice encontrado corrobora a eficiência do controle de infecção levado a efeito pelo SCIH da instituição, o qual contempla todos os processos empregados nos hospitais onde circulam pacientes de alta gravidade e, acima de tudo, procura trabalhar em parceria com os cirurgiões.
| A vigilância das infecções no Fleury Hospital-Dia |
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Uma vez que os pacientes vão para casa no mesmo dia da cirurgia e que a infecção da ferida operatória pode ocorrer até um mês após o procedimento, o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Fleury Hospital-Dia faz um contato posterior com o cirurgião, geralmente por telefone ou por e-mail. Nessa oportunidade, as infectologistas do serviço levantam dados sobre o estado do paciente, que, depois, são lançados em um software de vigilância de infecções produzido pelo Centers for Disease Control and Prevention em associação com a Organização Mundial da Saúde. O índice de retorno dos cirurgiões é alto, tendo chegado a 92,2% em 2006. |