Síndrome de Miller Fisher

Publicado em: 01/09/2014
Por:
Fleury Medicina e Saúde​
 

Edição: 2014 - Edição Nº 5
 
Corte transversal de um nervo periférico, revelado por microscopia. Corte transversal de um nervo periférico, revelado por microscopia.
Arquivo Fleury

Considerada uma variante do Guillain-Barré (SGB), a síndrome de Miller Fisher (SMF) é uma neuropatia multifocal que afeta 1:1.000.000 pessoas anualmente e se caracterizapela tríade clínica de oftalmoplegia, ataxia e arreflexia. Contudo, existem algumas variações dessa tríade, com sintomas como disbasia, astasia e ataxia de tronco. Os nervos cranianos também podem estar envolvidos, sendo o facial o mais observado.

A doença, que foi descrita pela primeira vez em 1956, tem caráter progressivoe apresenta, assim como na SGB, um liquor com dissociação proteinocitológica, sendo geralmente precedida por uma infecção de trato respiratório ou gastrointestinal.

De natureza neuroimunomediada,a SMF associa-se à presença de anticorpos contra uma variedade de glicoesfingolipídeos presentes nas membranas neuronais. Dentre eles, os gangliosídeosconstituem importantes alvos para a resposta imunológica.Nesse contexto, oanti-GQ1b, um autoanticorpode isotipoIgGencontrado no soro, cujo antígeno-alvo é o gangliosídeoGQ1b, tem se mostrado um excelente marcador diagnóstico, com alta especificidade, já que ocorre mais frequentementeem pacientes com a SMF. Além disso, seus níveis se tornam mais elevados durante a fase aguda da doença e tendem a aumentar novamente nos raros casos de recorrência. A determinação sérica do anti-GQ1b está disponível no Fleury e é realizada por ensaio imunoenzimático.

Além de sua presença na SMF, esses marcadores, até o momento, só foram observadosem pacientes com encefalite de Bickerstaff, quecursa com envolvimento do tronco encefálico e parece ter os mesmos mecanismos fisiopatológicos da primeira, estando a ela relacionada.

Assessoria Médica

Dr. Luis Eduardo Coelho Andrade
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Dr. Aurélio Pimenta Dutra
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Dr. Sandro Félix Perazzio
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