Da avaliação clínica à análise do osso, como rastrear a osteoporose

Publicado em: 31/08/2010
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2010 - Edição Nº 6 - Boletim
 

A pesquisa da perda óssea está indicada para um grupo de risco definido em 2007 num consenso da International Society for Clinical Densitometry.

A investigação da osteoporose deve começar com uma história e um exame físico detalhados, direcionados para as inúmeras condições clínicas associadas à perda óssea. O rastreamento efetivo da doença, no entanto, depende da realização de uma densitometria da coluna lombar e dos fêmures proximais, embora esteja indicado apenas para um grupo de pacientes determinado pela International Society for Clinical Densitometry em seu último consenso, de 2007, e referendado pela Sociedade Brasileira de Densitometria. Uma vez detectada a osteopenia ou a osteoporose, é fundamental proceder à avaliação laboratorial para definir sua etiologia, com testes como hemograma, eletroforese de proteínas séricas, cálcio e fósforo plasmáticos, fosfatase alcalina (dosagem total ou fração óssea), transaminases, creatinina, calciúria de 24 horas e paratormônio. Os exames para estudar a função da tiroide, em geral, só são necessários diante de suspeita clínica de hipertiroidismo ou de uso de medicação hormonal tiroidiana. Para a pesquisa de fraturas, a radiografia é o recurso mais indicado, por se tratar de um método simples e acessível. Por sua vez, o ultrassom e a densitometria de sítios periféricos, como calcâneo, falanges e tíbia, podem ser utilizados para a avaliação do risco de fratura, mas não para o diagnóstico da osteoporose. Os critérios da Organização Mundial da Saúde (OMS) para os sítios ósseos centrais, a coluna e o fêmur, se aplicados a sítios periféricos, revelam valores discrepantes quanto à perda óssea. Além disso, não existem evidências de que o estudo dessas áreas tenha boa acurácia para a monitorização terapêutica. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética também não são recomendadas para avaliar a perda óssea. Contudo, ambos os exames se prestam à caracterização de fraturas, à avaliação de comprometimento neurológico, ao diagnóstico diferencial de fraturas compressivas e ao esclarecimento de suspeitas clínicas de doenças malignas infiltrativas pela imagem radiológica. Neste último caso, aliás, a cintilografia óssea igualmente tem utilidade.

Indicações para a avaliação da densidade mineral óssea

Quando a perda de massa óssea é só um sinal

Assessoria Médica
Dra. Ana O. Hoff:
[email protected]
Dra. Milena Gurgel Teles Bezerra: [email protected]
Dra. Rosa Paula Mello Biscolla: [email protected]
Dr. Rui M. B. Maciel: [email protected]