Novos algoritmos preconizam o uso da Mapa e da MRPA

Publicado em: 20/10/2009
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2009 - Edição Nº 7 - Boletim
 

Cerco à doença pede acompanhamento contínuo das medidas pressóricas, o que permite avaliar as variações desse parâmetro longe do ambiente médico.

A preocupação com o controle dos níveis da pressão arterial se deve ao grande impacto da hipertensão na saúde do adulto, uma vez que a condição representa um fator de risco independente, linear e contínuo para os problemas cardiovasculares, a ponto de responder por 40% das mortes por acidente vascular cerebral e por 25% dos óbitos decorrentes de doença cardíaca coronariana. A estratificação do risco individual se baseia nos níveis pressóricos, na existência de fatores de risco, na lesão de órgãos-alvo e na presença de doença cardiovascular.

Como a maioria dos pacientes não tem sintomas, a medida da pressão é um elemento-chave tanto para fazer o diagnóstico da hipertensão quanto para calcular a probabilidade de o indivíduo sofrer um evento isquêmico. Assim, inicialmente os hipertensos devem ser avaliados com anamnese, exame físico e testes laboratoriais, tais como hemograma, análise de urina e dosagens de potássio, sódio e creatinina, glicemia de jejum, triglicérides e colesterol total e suas frações.

Diante de indícios de enfermidades associadas, suspeita de lesão em órgãos-alvo e doença cardiovascular, há recomendação de complementar a investigação com eletrocardiograma de 12 derivações, radiografia de tórax e ecocardiograma.

Novos algoritmos, baseados nas V Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, preconizam ainda o emprego da monitoração ambulatorial da pressão arterial, mais conhecida como Mapa, e da monitoração residencial da pressão arterial, ou MRPA, para investigar os casos suspeitos e obter medidas pressóricas fora do consultório, seja para esclarecimento diagnóstico e avaliação terapêutica, seja para identificação da hipertensão do avental branco.

Na falta de resposta ao tratamento medicamentoso convencional e no agravamento do quadro clínico em pacientes controlados, convém considerar a possibilidade de hipertensão arterial secundária. Em tais casos, a elevação dos valores pressóricos pode ser uma manifestação de condições como apneia do sono, coartação da aorta, doença renovascular, doença renal parenquimatosa, hiperaldosteronismo, síndrome de Cushing e feocromocitoma.

Assessoria Médica
Dra. Ivana Altelmi: [email protected]

Confira, aqui, como fazer a MRPA.