Perda de massa óssea nem sempre é o que parece

Publicado em: 31/08/2010
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2010 - Edição Nº 6 - Boletim
 

Uma vez que a osteoporose pode ser secundária a tratamentos ou outras doenças, o diagnóstico não prescinde da investigação da causa da perda óssea.

O medo das fraturas

A osteoporose pode ser primária ou secundária. No primeiro caso, ocorre devido à deprivação estrogênica do climatério ou ao próprio processo de envelhecimento, sendo influenciada por fatores genéticos, embora outras variáveis modificáveis, como falta de atividade física e baixa ingestão de cálcio, igualmente contribuam para seu desenvolvimento. Já a secundária resulta de diversas condições clínicas ou do uso de medicamentos, tendo incidência maior na população masculina, a ponto de corresponder a mais de 60% dos casos de osteoporose em homens, apesar de também atingir cerca de 20-30% das mulheres. Em ambos os sexos, a causa mais frequente é o uso de glicocorticoides para tratar doenças inflamatórias crônicas, mas, na população masculina, o hipogonadismo, a hipercalciúria e o alcoolismo estão entre os principais fatores de risco para a doença. Embora a forma mais comum de osteoporose primária nas mulheres seja a que surge na pós-menopausa, é muito importante realizar uma avaliação clínica criteriosa para excluir outras enfermidades ou condições associadas à perda de massa óssea. O fato é que iniciar um tratamento sem investigar doenças subjacentes traz consigo a possibilidade de falha terapêutica e, ainda pior, de demora no diagnóstico de causas tratáveis de perda óssea, que podem ter, além da osteoporose, outras implicações clínicas.

Diagnóstico diferencial de osteopenias