Quando pensar em hiperparatiroidismo primário?

Publicado em: 03/09/2010
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2010 - Edição Nº 6 - Boletim
 

Essa hipótese tem de ser cogitada em casos de elevação de paratormônio e cálcio.

Um pouco de etiologia

A possibilidade de hiperparatiroidismo primário (HPP) deve ser considerada diante de uma dosagem de hormônio paratiroidiano inapropriadamente alta para uma concentração correspondente de calcemia. Quatro em cada mil mulheres com mais de 60 anos têm essa endocrinopatia, que é duas a três vezes mais frequente no sexo feminino que no masculino. O diagnóstico é feito com base nos achados laboratoriais em que há concomitância de hipercalcemia e nível de PTH aumentado ou inadequadamente normal. O excesso de cálcio, porém, pode estar ausente nos pacientes com deficiência de vitamina D. Vale adicionar que a causa mais comum de HPP é o adenoma de paratiroide, como mostra o quadro ao lado.

 

Associação de cintilografia e ultrassom aumenta a sensibilidade da localização de adenoma de paratiroide

Associação de cintilografia e ultrassom aumenta a sensibilidade da localização de adenoma de paratiroide
Tênue irregularidade nas imagens com Sestamibi na porção inferolateral do polo inferior do lobo
direito da tiroide (ver setas). A ultrassonografia direcionada pela cintilografia evidenciou um
pequeno adenoma de paratiroide junto do lobo tiroidiano direito.

A localização pré-operatória exata do adenoma de paratiroide em pacientes com indicação cirúrgica pode permitir a realização de uma cirurgia direcionada e com menos complicações. A cintilografia baseia-se no fato de esse tumor, por ter uma concentração grande de mitocôndrias, captar e reter o radiofármaco Sestamibi, que é administrado por via endovenosa. Em alguns casos, porém, a captação no adenoma de paratiroide é muito discreta e a utilização de um protocolo mais completo, com imagens Spect (em cortes) e com tecnécio-99m, pode detectar adenomas não perceptíveis nas imagens planas com Sestamibi. Além disso, a complementação com a ultrassonografia é uma forma eficiente de aumentar ainda mais a acurácia do método. O Fleury realiza esses dois exames sequencialmente, quando solicitado pelo método assistente, e disponibiliza um relatório integrado com a discussão entre radiologista e especialista em Medicina Nuclear.

Referência:
Oliveira et al. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo, v. 54, n. 4, jun. 2010.

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Assessoria Médica
Medicina Nuclear
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Ultrassonografia
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Endocrinologia
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Dra. Milena Gurgel Teles Bezerra: [email protected]
Dra. Rosa Paula Mello Biscolla: [email protected]
Dr. Rui M. B. Maciel: [email protected]