Quanto o osso tem de massa? A densitometria responde.

Publicado em: 01/09/2010
Por:
Fleury Medicina e Saúde

Edição: 2010 - Edição Nº 6 - Boletim
 

Por isso, mesmo após tantos anos, o exame continua sendo o método ideal para diagnosticar a osteopenia e a osteoporose, assim como para avaliar o risco de fraturas.

Densitometria da coluna lombar

A densitometria é capaz de quantificar a massa óssea e constitui o método de escolha para o diagnóstico de osteopenia e osteoporose. A técnica mais atual, feita por meio de dual energy x-ray absorptiometry (DXA), permite a avaliação da densidade mineral óssea (BMD) de forma rápida, não invasiva e bastante precisa. Sem contar que a radiação a que as pessoas são expostas é mínima, ou seja, dez vezes menor que a emitida por uma radiografia simples de tórax. O exame pode ser utilizado não apenas para o diagnóstico da osteoporose, como define a OMS, mas também para avaliar o risco de ocorrência de fraturas osteoporóticas. Existe uma excelente correlação entre a menor BMD e a maior incidência de fraturas, o que possibilita, assim, a determinação desse risco para cada indivíduo. A densitometria compreende a avaliação da coluna lombar e da região proximal dos fêmures, nas quais as fraturas osteoporóticas são mais frequentes e provocam maiores morbidade e mortalidade. A análise periódica desses sítios ósseos permite monitorizar os resultados da terapêutica instituída para tratar a osteoporose. O exame é ainda útil para acompanhar a evolução do tratamento, devendo ser repetido no intervalo mínimo de um ano, já que as mudanças na massa óssea ocorrem lentamente. Exceção a essa regra são os usuários crônicos de glicocorticoide ou pacientes com hiperparatiroidismo primário tratado, nos quais as alterações ósseas se processam mais rapidamente. Em tais casos, a densitometria pode ser solicitada a cada seis meses. Convém ponderar que algumas condições clínicas e/ou artefatos podem prejudicar ou inviabilizar o exame, tais como realização anterior de procedimentos com contrastes radiológicos ou com radiofármacos, uso de próteses e grampos metálicos de sutura (staples) na região avaliada, grandes deformidades vertebrais, doença osteodegenerativa, tanto em coluna quanto em fêmur, obesidade, calcificações de tecidos moles adjacentes ou na projeção da área de interesse, calo ósseo decorrente de fratura, ascite e impossibilidade de posicionamento adequado. 

E a vitamina D?

Assessoria Médica
Dra. Cynthia M. A. Brandão: [email protected]
Dra. Patrícia Dreyer: [email protected]
Dr. Sergio Setsuo Maeda: [email protected]