Teste molecular validado no Fleury consegue identificar e diferenciar 17 agentes virais causadores de doença respiratória aguda

Publicado em: 29/12/2011
Por:
Fleury Medicina e Saúde​

Edição: 2011 - Edição Nº 9 - Boletim
 

Várias espécies de vírus podem estar envolvidas na etiologia das doenças respiratórias agudas (DRAs), mas, pelo fato de tais infecções se caracterizarem por quadros clínicos superponíveis, não é possível distinguir o causador apenas pelos sintomas. Uma vez que, para alguns desses agentes, existe terapia antiviral eficaz, como para o vírus influenza, o diagnóstico diferencial pode ser fundamental.

O desenvolvimento de técnicas moleculares, como a hibridação por array, trouxe grande aprimoramento no diagnóstico das DRAs, já que, com o uso da amplificação de segmentos de ácidos nucleicos (PCR), essas metodologias conseguem ser mais sensíveis que as convencionais. Assim, diante da importância da padronização de um método de alta sensibilidade para o diagnóstico das DRAs de origem viral, o Grupo de Pesquisa & Desenvolvimento do Fleury validou um sistema de identificação de vírus respiratórios por hibridação de ácidos nucleicos, disponível comercialmente, que permite detectar 17 diferentes agentes virais, incluindo coinfecções. Para tanto, os pesquisadores utilizaram como referência um painel de imunofluorescência direta (ID) que identifica antígenos de vírus respiratório sincicial, influenza tipos A e B, adenovírus e parainfluenza 1, 2 e 3 em lavado de nasofaringe.

Para a avaliação por meio da técnica molecular, foram selecionadas 13 amostras positivas para, ao menos, um desses agentes e outras 13 negativas. Além de ter obtido 97% de concordância entre os resultados das amostras positivas, a plataforma por PCR acusou presença viral em 69,3% das que estavam inicialmente negativas pela ID. Destas, 44% tinham agentes passíveis de detecção pelo teste de imunofluorescência – o que demonstra maior sensibilidade do método em estudo –, enquanto as demais continham vírus não contemplados nesse painel, evidenciando o maior poder diagnóstico da técnica molecular. “Esse exame merece destaque como importante ferramenta para o diagnóstico diferencial das infecções respiratórias, o que é essencial para que o clínico estabeleça estratégias terapêuticas direcionadas, sobretudo em populações de alto risco para DRA grave”, sintetiza o assessor médico em Infectologia do Fleury, Celso Granato.

 

Imagem obtida de um método molecular do tipo “array” para detectar simultaneamente 17 vírus respiratórios.

Vírus pesquisados pelo novo teste:
 Influenza A (sazonal, H3N2 e H1N1-2009), B e C
•  Adenovírus
•  Vírus respiratório sincicial A e B
•  Rinovírus
•  Coronavírus
•  Parainfluenza 1, 2, 3 e 4
•  Metapneumovírus
•  Bocavírus
•  Enterovírus

Autores: MITNE-NETO, M.; LIMA, E.K.; GRANATO, C.

Assessoria Médica
Dr. Celso Granato: [email protected]
​​​