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Um breve depoimento sobre o diabetes

Publicado em: 26/11/2018
Atualizado em: 26/11/2018

Por: Fleury Medicina e Saúde

Conheça a história da Patricia, que descobriu sua condição diabética aos 10 anos de idade, e hoje inspira pessoas com sua história de vida.​

1. Nos conte um pouco sobre você?

Meu nome é Patricia Bittencourt, nasci em Brasília em 03/06/1970.
Tenho 48 anos, sou casada e tenho um filho de 16 anos. Descobri que tenho diabetes aos 10 anos de idade.
Quando fiz meu transplante de rim, decidi escrever uma biografia para contar a minha história de vida para outras pessoas que possam estar passando pela mesma condição.

 

2. Como foi sua descoberta do diabetes?

Descobri o diabetes nos anos 80, quando tinha 10 anos de idade.
A primeira surpresa foi em um dia em que tive um desmaio por ter passado muitas horas sem comer. Isso se repetiu, quando tive outro desmaio durante um ensaio de balé.

Por último, tive um dia inteiro de vômitos e enjoos, fui levada ao hospital e então descobri que eu tinha diabetes.

 

3. Qual o seu tipo de diabetes? Como foi começar o tratamento para conviver com a doença?

Meu tipo de diabetes é o Diabetes Mellitus tipo 1.

A notícia foi um susto! Não entendia exatamente o que era o diabetes e nem como seria o meu tratamento. Naquela época não tínhamos muitos recursos tecnológicos e nem conhecimento preciso sobre a doença.

Quando iniciei o tratamento fazia apenas o controle da urina com maior frequência e trimestralmente fazia exames de sangue em laboratórios.

Sempre fiz atividades extracurriculares, como natação, balé, inglês e tentava fazer uma dieta razoável, dentro do que entendia ser adequada, mesmo assim ter os resultados trimestrais dentro do que gostaria não era fácil.

 

4. Que mudanças o tratamento proporcionou a você? O que encara como mudança positiva/ melhoria de vida?

O tratamento só me trouxe melhorias! Um misto de alimentação saudável, junto com exercícios físicos, terapia e principalmente aceitação da condição de ser diabética que me tornaram a pessoa realizada que sou hoje.

Sou tão realizada que tenho vontade que todos diabéticos tenham a mesma oportunidade de se aceitar e viver feliz, assim como eu.

 

5. Como sua irmã Tina interviu na sua condição?

Quando tive que fazer hemodiálise a “ficha caiu”. Aceitei e sofri, mas a vontade de viver aumentava a cada dia.
Tina, minha irmã que morava na Nova Zelândia, não pensou duas vezes quando soube da minha situação: veio para o Brasil para tentar me tirar da máquina, me doando um de seus rins.

Passei por muitos percalços até chegar o dia em que consegui fazer meu transplante: perdi consideravelmente a visão de um dos olhos (monocular), fiz hemodiálise por 10 meses, fui internada outras tantas.
Hoje tenho minha vida normal novamente.

 

6. Por que você decidiu escrever o seu livro? Sobre o que ele trata?

Logo após o transplante decidi escrever minha biografia.
A principal razão foi para contar a minha história de superação e dificuldades decorrentes de toda uma vida lutando contra uma doença crônica e suas complicações, mas mostrando que é possível ultrapassar barreiras desde que se tenha esperança de dias melhores, força de vontade e fé.

 

7. Hoje, depois de ter passado por tudo que passou, quais dicas e/ou recomendações você daria para quem tem diabetes?

A mensagem que gosto de deixar é: insista e persista porque um dia você conquista, e nunca desista dos seus sonhos pois eles podem acabar desistindo de você.​


Você pode adquirir o livro da Patrícia na Livraria Cultura acessando:
https://www.livrariacultura.com.br/p/livros/literatura-nacional/romances/um-pedaco-de-ti-46711713​

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