Dez dúvidas sobre seios

Por: Núcleo Educacional Científico

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Símbolos da feminilidade, os seios despertam dúvidas, curiosidades e preocupação entre as mulheres. Afinal, que fatores influenciam seu crescimento? Há relação entre tamanho e o câncer de mama? Quais são as medidas consideradas normais? Para responder estas e outras perguntas, entrevistamos as médicas Maria Cláudia Moura e Marcia Aracava, da área de Radiologia do Fleury, especialistas em diagnóstico por imagem da mama. As respostas você confere a seguir:

Que fatores influenciam o crescimento e o tamanho dos seios?
As mamas femininas são compostas principalmente de tecido glandular e gordura. Seu desenvolvimento se inicia por volta dos nove anos de idade, com variação de dois até três anos, se intensificando a partir da puberdade com o amadurecimento hormonal. O crescimento geralmente se completa por volta dos 17 ou 18 anos. Mudanças hormonais podem fazer os seios se desenvolverem mais, como, por exemplo, durante a gestação. Geralmente, o tamanho das mamas obedece à genética familiar, idade, ganho ou perda de peso, histórico de gestações e lactação, além de alterações hormonais, como o uso de pílula anticoncepcional.

É comum a menina sentir dores quando o seio começa a se desenvolver, mas até que ponto isso é normal?
O início do crescimento mamário, também chamado de telarca, é acompanhado de um aumento de sensibilidade local, o que pode ser interpretado pela adolescente como dor. Para a tranquilidade da mãe e da adolescente uma boa avaliação médica julgará o benefício de se realizar alguma investigação, por exemplo, com uma ultrassonografia.

É normal ter um seio maior que o outro? Por que isso acontece?
Sim. O crescimento assimétrico é bastante comum no inicio do desenvolvimento, na puberdade, e a maioria se iguala com o tempo. No entanto, em cerca de 25% das mulheres adultas persiste uma diferença visível entre as mamas (assimetria). Durante o desenvolvimento, caso uma mama esteja crescendo muito mais que a outra, recomenda-se procurar um médico para avaliação.

Usar blusas ou sutiãs muito apertados e dormir de bruços são fatores que podem influenciar no crescimento ou até mesmo atrofiar os seios?
Não. Para reduzir o tamanho das mamas, a única maneira não cirúrgica é a perda de peso, já que um dos componentes da mama é o tecido adiposo. Os sutiãs, por sua vez, são bastante importantes para a sustentação e proteção, principalmente na fase de crescimento dos seios, quando a pele das mamas fica bastante sensível.

O que acontece com os seios durante a gravidez?
Durante a gravidez, ocorrem várias alterações nas mamas devido aos estímulos hormonais. Os seios aumentam de tamanho muito rapidamente, especialmente durante as primeiras oito semanas de gestação. A aréola escurece, os mamilos ficam maiores e mais eretos, se preparando para a produção de leite. Os vasos sanguíneos se engurgitam, o estrógeno estimula o crescimento dos ductos e a progesterona influencia a expansão do tecido glandular. Estes dois hormônios, secretados pelos ovários e pela placenta, também estimulam o desenvolvimento das glândulas secretoras de leite das mamas. Algumas semanas após a concepção, no início da gestação, as mamas e mamilos ficam doloridos. Mas, vale lembrar que tanto a gestação quanto a amamentação são fatores protetores do câncer de mama.

 Qual é o tamanho dos seus seios?

 O Índice de Sacchini é uma classificação de medidas que define se um seio é pequeno, normal ou grande. Levando-se em conta cada mama individualmente, medem-se duas distâncias: 1) Entre a margem lateral do esterno (osso localizado na parte anterior e central do peito, logo abaixo do pescoço) e a papila mamária (bico do seio) e 2) Entre o bico do seio e o sulco inferior da mama. Depois, somam-se as distâncias obtidas e faz-se a média entre elas. De acordo com esta classificação, são consideradas mamas de tamanhos normais aquelas que apresentam medidas entre 9 cm e 11 cm, mamas grandes (hipertróficas) aquelas com medidas acima de 11 cm e mamas pequenas (hipomastia) as medidas abaixo de 9 cm (veja figura acima).

Por que os seios crescem quando a mulher utiliza anticoncepcional?
Esse aumento está relacionado aos hormônios contidos na pílula, e que causam edema e retenção de líquidos. O estrógeno e a progesterona contidos no anticoncepcional também podem levar ao crescimento do tecido mamário, causando um aumento mais constante dos seios.

Mulheres com seios maiores têm mais pré-disposição a desenvolver câncer de mama?
Nesse sentido, são necessários mais estudos para chegarmos a qualquer conclusão. O tamanho da mama, por enquanto, não tem impacto no risco de a mulher ter câncer nesta glândula.

Para quem a mamografia é mais dolorida: a mulher de seios pequenos ou grandes?
De fato, o que influencia o desconforto durante o exame é a sensibilidade que difere de mulher para mulher e, também, conforme a fase do ciclo menstrual. As mamas geralmente ficam mais doloridas na fase pré-menstrual, quando podem ficar mais inchadas.

Há como evitar ou amenizar o aparecimento de estrias nos seios?
As estrias surgem quando as fibras da pele se esticam tanto que se rompem. Durante a gravidez, usar cremes e óleos hidratantes ajuda a amenizar esse processo, mas não impede que as estrias apareçam caso as fibras da pele não sejam resistentes. Por sua vez, quando as estrias já apareceram, é possível disfarçá-las, mas não eliminá-las completamente. Para amenizá-las, a dica é procurar um dermatologista, que indicará o melhor tratamento.

Com o passar dos anos, os seios da mulher crescem e perdem sustentabilidade. Como ela pode amenizar isso?
Mantendo uma boa hidratação da pele das mamas, evitando perdas rápidas de peso e mantendo uma alimentação equilibrada. A atividade física ajuda com a manutenção de uma postura adequada e com o controle do peso.

 

Fontes: Maria Cláudia C. Moura e Marcia M. Aracava, médicas da área de Radiologia do Fleury, especialistas em diagnóstico por imagem da mama

Este material foi elaborado pelo Fleury, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.​​​

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