Quer saber mais sobre o HPV?

Por: Fleury Medicina e Saúde

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Duvidas sobre o hpv

Ismael Cotrim, doutor pela Universidade Federal de São Paulo e ginecologista obstetra do Fleury, foi o convidado especial do chat ao vivo, no portal Minha Vida. Cotrim esclareceu diversas dúvidas sobre o HPV, e, separamos as mais populares para compartilhar com você. Confira abaixo.

Quais exames devem ser realizados para diagnosticar o HPV em homens e mulheres?

Para as mulheres, o papanicolau e a colposcopia são os mais indicados na identificação da doença. Se quiser ir mais a fundo existem os testes moleculares, que, no entanto, podem detectar infecções que não estão causando qualquer problema para você, e dispensam tratamento. Para o homem existem dois exames: a peniscopia - feita com microscópio - e os testes moleculares.

Quem já teve o vírus corre o risco de tê-lo novamente? Nestes casos a vacina é recomendável?

Sim, isso pode acontecer. Existem diferentes tipos do HPV. Alguns aparecem no exame papanicolau e outros são silenciosos, não se manifestam, assim é possível ter os dois ao mesmo tempo ou mesmo se recontaminar.
As pessoas que já tiveram contato com o HPV não responderão bem à vacina. Essa vacina também não é terapêutica, ou seja, não trata a infecção, não sendo indicada para quem está em tratamento do HPV. Mas ela pode ajudar a prevenir infecções futuras. Portanto, nestes casos a vacina deve ser tomada apenas se recomendada pelo médico.

A vacina contra HPV protege contra câncer de garganta?

Ainda não tem estudos que comprovam isso, mas pensando no histórico da doença, você pode ter uma prevenção do câncer de cabeça e pescoço com a vacina do HPV, já que a doença é responsável por 30% dos casos desses tipos de câncer.

Pessoas com mais de 30 anos podem tomar a vacina?

Pode, entretanto, recomenda-se que a vacina seja reservada a mulheres que ainda não iniciaram a atividade sexual. Quanto mais cedo ela é administrada (9 ou 10 anos), maior é o efeito na produção de anticorpos. Se a mulher é mais velha, a resposta já não é a mesma.

Gestantes que possuem HPV podem contaminar o bebê durante o parto?

As complicações induzidas pelo HPV para o bebê ocorrem em uma frequencia muito pequena, menor do que 3% dos casos. Ainda sim, pode acontecer se tiver muita infecção na vulva e colo uterino e a mulher faz um parto normal. Gestações de parto normal, cujas mulheres tinham uma infecção grave da vulva e vagina podem ocasionar no bebê um papiloma da região das cordas vocais.

Por quanto tempo o vírus fica no organismo?

De um modo geral, vírus de baixo risco tendem a ficar menos tempo no corpo do que os vírus de alto risco. Os vírus do HPV de baixo risco são aqueles que causam verrugas, e em média um ano estão fora do corpo. Já os vírus de alto risco, que se manifestam dentro do colo uterino, costumam ficar no corpo mais tempo, cerca de 24 meses de forma espontânea. Quando a pessoa faz tratamento, ele tende a durar menos tempo.​​​​​​

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