Vacina para rotavírus confere proteção contra gastroenterites | Revista Médica Ed. 1 - 2006

Doses orais administradas aos 2 e aos 4 meses reduzem de forma substancial o risco da doença e de suas complicações
Publicado em 01 de Fevereiro de 2006
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Doses orais administradas aos 2 e aos 4 meses reduzem de forma substancial o risco da doença e de suas complicações

O rotavírus é o principal agente etiológico da diarréia aguda na infância, mesmo nos países industrializados, respondendo por cerca de 125 milhões de casos de gastroenterite no mundo e por 600 mil óbitos a cada ano, a maior parte dos quais em regiões pobres. As formas mais graves da doença atingem lactentes entre 3 e 24 meses de idade. Diante desse quadro epidemiológico, a busca de um meio de imunização eficaz e seguro para evitar as gastroenterites na primeira infância vinha sendo objeto de investigações desde a década de 70. As pesquisas culminaram com o lançamento de uma vacina monovalente, licenciada no Brasil no fim do ano passado e já disponível no Serviço de Imunizações do Fleury. O produto contém o vírus vivo e atenuado da cepa P1A[8]G1 e proporciona também imunidade cruzada contra outros sorotipos do rotavírus. Em estudos conduzidos na Europa, na Ásia e na América Latina com mais de 60 mil lactentes, a proteção conferida pela vacina após a aplicação de duas doses foi bastante satisfatória.

Ficha Técnica

Rotarix® – Vacina monovalente contra o rotavírus
Composição: vírus humano vivo e atenuado (cepa P1A[8]G1)
Administração: por via oral
1ª dose aos 2 meses (6 a 14 semanas)
2ª dose aos 4 meses (14 a 24 semanas)
Intervalo mínimo entre as doses: quatro semanas
Proteção: de 70% contra gastroenterites por rotavírus e de 85% contra complicações graves da doença
Vantagem adicional: confere imunidade cruzada (heterotípica) contra outros sorotipos do rotavírus
Restrições: não pode ser utilizada após os 6 meses de idade